As exportações da indústria brasileira de autopeças, para 189 mercados, recuaram 4,3% no primeiro semestre deste ano, baixando de US$ 3,87 bilhões para US$ 3,7 bilhões no comparativo interanual. As importações caíram ainda mais, de US$ 7 bilhões para US$ 5,7 bilhões, uma queda de 19,9%.

Tais desempenhos geraram uma redução  de 38,7% no déficit comercial do setor, que baixou este ano para cerca de US$ 2 bilhões, conforme dados do Ministério da Economia consolidados pelo Sindipeças.

Os Estados Unidos confirmaram a primeira colocação no ranking dos países que mais compram autopeças do Brasil, desbancando de vez a Argentina. As vendas para o mercado estunidense cresceram 16,5% no semestre, para US$  795.4 milhões.

Já as exportações para o país vizinho recuaram 32,7%, de US$ 1,15 bilhão nos primeiros seis meses do ano passado para aepans US$ 777,7 milhões este ano. Em contrapartida, também cresceram as vendas para o México (mais 9,4%), Holanda (60,6%), Chile (16,0%) e Colômbia (38,5%).

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Já as compras no exterior caíram de forma generalizada. Só foram positivas no caso do Paraguai e Indonésia, cujas paticipação nas importações de autopeças são inexpressivas, abaixo de 2%.

De acordo com o Sindipeças, China, Alemanha e EUA seguem como principais mercados para aquisição de autopeças. O Brasil comprou US$ 840,2 milhões em autopeças na China, valor 5,1% inferior ao registrado nos primeiros seis meses do ano passado (US$ 885,3 milhões).

As compras na Alemanha chegaram a US$ 729,6 milhões, recuo de 12,5% em relação ao primeiro semestre de 2018 (US$ 833,6 milhões). A queda foi ainda maior no caso dos Estados Unidos, de 30,1%, com as importações vaisando de US$ 791,8 milhões para US$ 553,5 milhões.