Indústria

Ações da Anfavea no âmbito da reforma tributária

Entidade defende prazo para recebimento do saldo dos impostos recolhidos nas exportações

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, aproveitou a entrevista de divulgação do balanço do setor em julho nesta terça-feira, 6, para falar de reforma tributária e das ações que a entidade vem desenvolvendo junto ao governo.

Dentre os itens que a entidade tenta negociar no âmbito da reforma tributária é a definição de um prazo para o recebimento do saldo devedor dos impostos que são recolhidos nas exportações e depois devolvidos às empresas. Atualmente, as montadoras têm um saldo a receber da ordem de R$ 13 bilhões, tanto dos governos estaduais (ICMS) como do federal (PIS/Cofins). Só o Estado de São Paulo deve algo em torno de R$ 5,2 bilhões.

O presidente da Anfavea diz ser comum lá fora haver recolhimento de impostos no caso de produtos exportados e posteriormente a devolução. “O problema é o prazo para o recebimento. As empresas têm de ter a garantia de que receberão o saldo e quando isso ocorrerá”.

Estudo feito pela entidade indica que em um saldo credor de R$ 100 milhões, a empresa carrega ao longo de um ano custo financeiro, justamente por não ter previsão do recebimento, da ordem de 14%. “Ou seja, em R$ 100 milhões perdemos R$ 14 milhões só com esses custos”.

LEIA MAIS

Produção de veículos reage em julho e alta no ano é de 3,6%

Exportações seguem em baixa

Segundo Moraes, além de reivindicar o estabelecimento de um prazo para a devolução dos créditos no futuro, a Anfavea também negocia a devolução do saldo atualmente retido nos estados e no governo federal. “É de conhecimento público que a  indústria automobilística tem em curso investimentos da ordem de R$ 39 bilhões. Isso dá a dimensão do que significa a retenção de R$ 13 bilhões de saldo devido ao setor”.

Outro item que também estão sendo tratado pela Anfavea junto ao governo é antigo projeto de renovação de frota, principalmente para a área de caminhões. A ideia seria retirar das estradas veículos com mais de 40 anos de uso, que são poluentes e contribuem para a insegurança no trânsito.


 

Compartilhar
Publicado por
Alzira Rodrigues

Notícias recentes

Scania inicia produção da gama de chassi Super no Brasil

Novidade da fabricante na Lat.Bus 2026 demandou investimento de R$ 120 milhões na fábrica de…

% dias atrás

Grupo Renault confirma produção do Geely EX5 EM-i ainda neste trimestre

Balanço mundial do grupo destaca expansão de 9,3% na receita do primeiro semestre e vendas…

% dias atrás

BYD lidera ranking de sustentabilidade da Kantar no Brasil

Pesquisa ouviu 1,5 mil consumidores sobre 180 marcas

% dias atrás

Excesso de confiança nos recursos de segurança pode aumentar acidentes

Especialistas em segurança viária são mais precavidos do que motoristas consultados em estudo global

% dias atrás

Valvoline amplia vendas em 45,6% no semetre

A demanda por lubrificantes sintéticos nacionais foi a que mais cresceu, com alta de 217%

% dias atrás

No consórcio, tíquete médio dos pesados é o que mais cresce

A alta, no comparativo anual, é de 21,7%, de R$ 92,3 mil para R$ 112,3…

% dias atrás