A Volkswagen decidiu adiar da próxima segunda-feira, 18, para o dia 25 de maio o retorno das atividades das fábricas de automóveis de São Bernardo do Campo, SP, e de Taubaté, SP. A postergação, segundo a empresa, se deve à extensão da quarentena no Estado de São Paulo, que obriga as concessionárias a permanecerem fechadas.

Já a fábrica de São José dos Pinhais, PR, mantém o retorno da produção para o dia 18. O presidente e CEO da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si, já havia adiantado em entrevista on line concedida no dia 23 de abril que o retorno no dia 18 deste mês dependeria dos desdobramentos da pandemia da Covid-19 no País.

Segundo publicado no site do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nesta segunda-feira, 11, houve reunião entre os trabalhadores e a empresa para referendar o adiamento da volta da produção na fábrica da Anchieta. De acordo com Di Si, a retomada das atividades se dará em apenas um turno e mantidas todas as medidas necessárias para garantir a saúde dos trabalhadores.

Haverá distanciamento de 2 metros entre os funcionários, que utilizarão máscaras e terão temperatura medida antes de começar a trabalhar. A frota de ônibus foi ampliada para que os usuários possam manter maior espaço entre si no interior do veículo. O presidente da Volkswagen também informou na ocasião que a subsidiária brasileira está aproveitando a experiência da empresa na China e na Alemanha para garantir um retorno gradativo e com a maior segurança para todos.

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Acompanhar a demanda do mercado é a palavra de ordem neste momento, para evitar estoques que possam gerar queima de preços, “o que não interessa para ninguém”, comentou Di Si. A Volkswagen segue com suas atividades paradas desde março, quando foram adotadas no País medidas de isolamento para combater a propagação do novo coronavírus. A empresa já concedeu férias coletivas e utilizou banco de horas, além de ter firmado acordo de redução de jornada e de salários com base na medida provisória 936, que visa evitar demissões por conta da pandemia.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a extensão por uma semana da paralisação em São Bernardo do Campo será compensada por folgas futuras. A entidade informa que os trabalhadores ficarão devendo 9 dias.


Foto: Divulgação/VW