A produção brasileira de motocicletas limitou-se  meras 1.479 unidades em abril, 98,4% menor em relação ao mesmo mês de 2019. Na prática, todos as fabricantes associadas à Abraciclo,  Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, mantiveram suas linhas paralisadas.

Em março, por exemplo, foram produzidas 102,9 mil unidades, queda de 98,6%%. A produção acumulada no  primeiro quadrimestre chegou  a 299, 1 mil motocicletas, redução de 18,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O número de maio deve ser pouca coisa melhor apenas. Isso porque, apesar de metade das fábricas terem voltado ao trabalho no começo do mês, a Honda, responsável por cerca de 80% da produção nacional e que interrompeu as atividades no fim de março, decidiu estender a paralisação até a segunda-feira, 25, uma semana além do que previa.

A medida se deveu ao aumento do número de infectados pelo coronavírus na capital do Amazonas, onde estão localizados todos os fabricantes de moto.

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Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, diz que as projeções para 2020 do segmento de motocicletas serão revistas. Em nota, o dirigente chama a atenção para a situação das fabricantes e revendedores, que, avalia, precisam de medidas governamentais que aliviem as dificuldades de caixa.

“Estamos apresentando pleitos referentes às necessidades operacionais e econômicas mais urgentes das fabricantes de motocicletas e também das parceiras que atuam no varejo para os governos federal, estadual e municipal. ”

O fechamento das revendas ao longo do mês passado resultou em somente 5,2 mil motocicletas vendidas no atacado, 94,3% abaixo de abril do ano passado e 94,4% aquém das vendas de março. De janeiro a abril, a negociação entre montadoras e concessionárias envolveu  282,6 mil unidades,  21,7% a menos do que no primeiro quadrimestre de 2019.


Foto: Honda/Divulgação