OGrupo Bosch fechou o ano fiscal de 2019 com faturamento de R$ 6,5 bilhões na América Latina, incluindo exportações e negócios de empresas coligadas. Na prática, repetiu o resultado alcançado no ano anterior. Principal base da empresa na região, o Brasil respondeu por cerca de 80% das vendas: R$ 5,2 bilhões, 27% dos quais gerados em exportações para países vizinhos, da América do Norte e Europa.

Besaliel Botelho, presidente da Robert Bosch América Latina, credita o equilíbrio do faturamento nos últimos dois anos, mesmo em um cenário econômico com problemas socioeconômicos em diversos países, à diversidade do portfólio dos negócios do grupo, que envolve bens de consumo, industrial, energia, tecnologia predial, agronegócios e mineração.

Sem dar números, a Bosch admite queda nos negócios da operação latino-americana no primeiro quadrimestre de 2020 e deixa um alerta: “O foco agora é garantir a liquidez e a sustentabilidade dos negócios e, até onde for possível, a manutenção dos empregos”.

A empresa conta com cerca de 8 mil funcionários no Brasil e aderiu à Medida Provisória 936, que permite a redução de jornada de trabalho com redução de salário e a suspensão de contrato de trabalho.

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As projeções para 2020 estão indefinidas. Em abril, porém, durante revelação dos números globais na Alemanha, a Bosch afirmou que será “necessário um esforço supremo para alcançar ao menos um resultado equilibrado” neste ano. O mesmo objetivo da operação da América Latina, segundo Botelho.

“Estamos vivendo uma crise sem precedentes e que tem impactado fortemente os negócios da empresa na região. A partir de agora, teremos um novo normal que exigirá a revisão de alguns conceitos mercadológicos por todos os setores industriais, especialmente o automotivo”, acrescentou Botelho.

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