Apesar de ainda estar abaixo da metade dos números pré-pandemia, o mercado de veículos segue em ritmo ascendentes neste mês de junho. Balanço da primeira quinzena indica venda média diária de 5,13 mil unidades, volume que representa alta de 64,4% no comparativo com os 3,11 mil veículos emplacados por dia útil ao longo de maio.

Segundo fonte do setor varejista, foram licenciados 51,3 mil veículos na primeira quinzena, incluindo aí tanto automóveis e comerciais leves como também caminhões e ônibus. O volume vem crescendo a cada dia, tanto é que na segunda-feira, 15, chegou a 8,3 mil unidades, segundo dados do Renavam revelados por essa mesma fonte.

O número dos primeiros 15 dias de junho é similar ao do mês de abril inteiro (51,4 mil) e já bem próximo ao de maio, quando foram licenciados 62,2 mil veículos em 20 dias úteis, desempenho que indicou alta de 12% sobre o mês anterior, mas recuo de 75% no comparativo com idêntico mês de 2019 .

De acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, antes da adoção das medidas de isolamento social impostas pela Covid-19 a venda diária média estava na faixa de 11 mil a 12 mil veículos. Esse número caiu para apenas 1,7 mil unidades na segunda quinzena de março, quando iniciou processo de quarentena na maioria dos estados brasileiros, e ficou em torno de 2 mil em abril.

Por conta da crise no mercado interno decorrente da pandemia do novo coronavírus, a Anfavea já revisou projeção de vendas para este ano, estimando agora queda de 40% nas vendas, ou seja, cerca de 1,67 milhão de emplacamentos no ano. Antes da crise na área da saúde, a estimativa era de crescimento de 9,4%, para 3.050.000 unidades.

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Na avaliação da Anfavea, este segundo trimestre de 2020 será um dos piores da indústria automotiva no País. No acumulado até maio o setor deixou de vender perto de 400 mil veículos, uma perda de quase dois meses de venda. A previsão, que está se confirmando, é de um junho melhor, e alguma recuperação mais consistente ao longo do terceiro trimestre do ano.

Houve queda no volume de estoque nas redes e nas fábricas, com o total baixando de 237,3 mil no final de abril para 200,1 mil unidades no fim de maio. Mas considerando o atual ritmo do mercado ele ainda estava bastante elevado. Segundo a Anfavea, o estoque chegou a 97 dias de vendas, quando o normal é na faixa de 35 dias.

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