O segmento de implementos rodoviários segue tendência de chegar ao fim de 2020 menos machucado com os impactos da pandemia na economia. Dados do mercado consolidados pela Anfir, divulgados na terça-feira, 8, apontam que o desempenho das vendas tem reduzido as quedas acentuadas registradas a partir do primeiro trimestre.

De janeiro a agosto, os 73,7 mil reboques, semirreboques e carrocerias sobre chassi absorvidos pelo mercado transportador representaram um recuo de 6,2% nas vendas em relação há um ano, quando os licenciamentos chegaram a 78,7 mil unidades.

Ao verificar o desempeno ao longo dos oito primeiros meses, a indústria de implementos mostra movimento de recuperação. Nos acumulados do ano, o maior declínio foi de 20,1%, apurado entre em janeiro e maio, mas encerrando o primeiro semestre em queda de 12,7%.

A Anfir aposta em um ano com emplacamentos em torno de 114 mil unidades em 2020. Se realizado, resultará em um recuo de 5% em relação a 2019.  “A economia brasileira já dá sinais de reação constante e a recessão poderá ser mais curta que a anterior”, avalia em nota Norberto Fabris, presidente da associação que representa as fabricantes de implementos rodoviários.

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Para o dirigente, o momento é diferente daquele enfrentado de 2014 a 2018 e as chances de passar o atual período com menores traumas são maiores. “A crise anterior nos fez melhorar processos, reduzir custos e racionalizar operações. Na prática, quando a desaceleração da economia chegou, provocada pela covid-19, coincidentemente estávamos preparados.”

Por segmento, as vendas de implementos da categoria de pesados no acumulado até agosto registraram queda de 4,8% ao somar 40,4 mil reboques e semirreboques ante 45,5 mil anotados um ano antes.

Já as entregas de carrocerias sobre chassi, classificadas como leves, a retração foi de 7,8%, de 36,1 mil produtos vendidos no mesmo acumulado de janeiro a agosto de 2019 para 33,2 mil unidades nos últimos oito meses.

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Foto: Scania/Divulgação