Após recuar 9,8% por conta, principalmente, da queda nas exportações, a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias deve crescer 23% este ano, de 47,9 mil para 58,8 mil unidades, conforme projeções feitas pela Anfavea com base nas estimativas de vendas internas e externas, que em 2021 devem ser maiores do que as de 2020.

O bom momento do agronegócio brasileiro e o início de recuperação dos países vizinhos gera boas perspectivas para o setor, que foi um dos poucos no ano passado a registrar crescimento em vendas internas e a ampliar quadro de mão de obra ao invés de reduzir.

Só em dezembro os fabricantes de máquinas agrícolas e rodoviárias contrataram 103 novos funcionários, acumulando 424 novos postos de trabalho em 2020, num total de 19.315 funcionários. Em contrapartida, as montadoras de veículos reduziram o quadro em 5.482 postos de trabalho, baixando seu efetivo de 106.705 para 101.223 trabalhadores.

O mercado brasileiro absorveu 47.077 máquinas agrícolas e rodoviários no ano passado, 7,3% a mais do que em 2019 (43.855). “Este ano nem tivemos férias coletivas”, comenta Alexandre Bernardes, vice-presidente da Anfavea ligado à área de máquinas. “Tanto é que atingimos produção de 4.977 unidades em no último mês do ano, 0,3% a mais do que em novembro e volume 117,6% superior ao de dezembro de 2019”.

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Para este ano, o setor programa ampliar as vendas no mercado interno em 7%, de 47,mil para 50,3 mil unidades, sendo que o segmento de máquinas agrícolas deve crescer 5%, de 41,8 mil para 43,8 mil, enquanto o de rodoviárias tem perspectiva de uma expansão de 22%, de 5,3 mi para 6,5 mil unidades.

As exportações, que recuaram 33,3% em 2020, baixando de 12.875 unidades para 8.594, devem voltar a crescer agora em 2021. Pelas projeções da Anfavea, s vendas externas devem ter expansão de 9%, ficando próxima de 9,4 mil unidades no ano.


Foto: Divulgação/CNH Industrial