As vendas de veículos no mercado brasileiro estão em queda. Dados preliminares indicam perto de 158,2 mil emplacamentos de automóveis e comerciais leves em fevereiro, volume 17,8% inferior ao de idêntico mês do ano passado (192,6 mil unidades), ainda em período de pré-pandemia.

No acumulado do bimestre são 320,7 mil emplacamentos, recuo próximo de 15%, índice de queda similar ao relativo ao da venda média diária do bimestre, que baixou de 9,4 mil para 8 mil unidades e reforça o quadro de desaceleração do mercado automotivo brasileiro.

A média diária dos licenciamentos em fevereiro ficou em apenas 7,9 mil unidades, o que representa expressivo decréscimo de 26,1% em relação à registrada no segundo mês de 2020, que foi de 10.697 unidades. Em relação a janeiro, com 8.125 emplacamentos por dia, a queda é de 2,7%.

A situação pode piorar agora em março por causa da parada de algumas marcas em função da falta de matérias-primas e principalmente semicondutores. General Motors já confirmou 20 dias de férias coletivas em Gravataí, RS, e a Honda vai paralisar suas operações de Sumaré, no interior paulista.

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Além dos problemas na área produtiva, as incertezas do momento provocadas pela segunda onda da Covid-19, com números de mortes e internações acima dos registrados por ocasião da chegada da pandemia no País, também devem estar afetando o mercado, visto serem recorrentes as orientações de autoridades municipais e estaduais quanto a se evitar saídas desnecessárias.

Somente na terça-feira, 2, a Fenabrave deverá divulgar os dados oficiais e fazer uma avaliação do que efetivamente está acontecendo no mercado. Em janeiro a entidade já havia adiantado que o aumento do ICMS dos carros 0 km em São Paulo, de 12% para 13,3%, deveriam afetar as vendas no Estado, em prejuízo do balanço nacional do setor devido à importância desse mercado no contexto brasileiro.


Foto: Divulgação/VW