Com o anúncio nesta sexta-feira, 26, da suspensão temporária da produção da Honda Automóveis, já são nove as montadoras, incluindo as de veículos leves e caminhões, a paralisar atividades por causa do agravamento da pandemia da Covid-19.

A marca japonesa para de trabalhar na terça-feira, 30, e só retorna no dia 12 de abril. A empresa informa que a decisão considera os impactos da crise sanitária em toda a cadeia produtiva e tem por objetivo de contribuir com as medidas para redução da circulação de pessoas.

Para preservar a saúde e segurança das pessoas, serão paralisadas suas duas fábricas do interior paulista, a de Sumaré e de Itirapina. Segundo a Honda, o formato de compensação das horas não trabalhadas no período está em negociação com o sindicato dos metalúrgicos.

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A primeira montadora a suspender todas as suas operações fabris no País foi a Volkswagen, que está sem produzir desde a quarta-feira, 24. Na sequência foi feito anúncio similar por parte de três montadoras de caminhões — Scania, Volvo e Mercedes-Benz — e também pela Nissan, que tem fábrica em Resende, no sul-fluminense.

Na quinta-feira, 25, Renault, Toyota e Volkwagen Caminhões também  anunciaram que manterão suas linhas de montagem desligadas por  pelo menos uma semana. A preocupação envolve tanto o aumento no número de casos como, principalmente, o de mortes pelo País, com números recordes sucessivos ao longo de março.

No caso do ABC paulista, o sindicato de trabalhadores locais iniciou negociações tanto com as montadoras como com as autopeças para tentar reverte o triste quadro da crise sanitária no Brasil. Naquela região, a exemplo do que aconteceu na capital paulista, foram antecipados os feriados desde ano e de 2022, com paralisação total das atividades ao longo de toda a  próxima semana.

 

* Texto atualizado