O primeiro trimestre do ano termina com o indicativo de que a demanda por veículos de uso para o trabalho mantém aquecido o ritmo no chão das fábricas. Segundo os dados do período apresentado pela Anfavea, na quarta-feira, 7, a produção de veículos no País nos três primeiros meses obteve alta de 2% ao somar 597,7 mil unidades.

Mas ao considerar apenas comerciais leves, caminhões e ônibus, as 135,3 mil unidades produzidas nos três primeiros meses, representaram alta de 44,6% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando acumulado registrou 93,6 mil veículos. A participação das categorias de comerciais no volume total produzido saltou de 15% para quase 23%. Cabe mencionar que a produção isolada de automóveis experimentou uma queda de 6,1% no acumulado do ano, com 462,4 mil unidades.

Com exceção do segmento de ônibus, o mais afetado do setor automotivo com a pandemia, comerciais leves e caminhões se mostraram protagonistas nas linhas de montagem. No primeiro caso, que reúne picapes, furgões e vans, saíram das fabricantes 97,1 mil unidades nos três primeiros meses, volume 54,3% superior ao contabilizado um ano antes, de 62,9 mil unidades. Somente em março, a alta alcançou 36,9% com 31,5 mil veículos ante 23 mil anotados no mesmo mês de 2020.

Na indústria de caminhões, as fabricantes construíram pouco mais de 33 mil unidades no primeiro trimestre, crescimento de 33,9% na comparação com o desempenho de um ano atrás. A produção isolada do mês passado somou 12,4 mil caminhões, aumento de 48,9% em relação ao volume mensal produzido há ano, de 8,4 mil unidades.

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Gustavo Bonini, vice-presidente da Anfavea, faz balanço positivo, apesar das interrupções de algumas fábricas de caminhões no fim de março, além de a indústria enfrentar dificuldades de fornecimento de insumos, peças e componentes. “Chegamos ao fim do primeiro trimestre com certa estabilidade em relação ao desempenho que vinha apresentando desde o fim do ano passado. Temos desafios pela frente, mas o crescimento até aqui se mostra em linha com nossas expectativas.”

A produção de chassi de ônibus é a que destoa do retrato animador mostrado pelos segmentos de veículos comerciais, embora também registre evolução mensal. De janeiro a março, a indústria produziu 5,1 mil unidades, recuo de 13,4% em relação ao primeiro trimestre de 2020, quando contou 5,9 mil chassis.

Em março, porém, saíram das linhas 2,1 mil unidades, volume perto de 8% superior às 1,9 mil anotadas no mesmo mês 2019. Segundo Bonini, sustenta a produção o programa Caminho da Escola, com micro-ônibus e a alta na demanda para atender serviços de fretamento.

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Foto: Mercedes-Benz/Divulgação