São Paulo perdeu em maio o status de maior mercado de veículos do País. Ante 36.819 automóveis e comerciais leves comercializados no estado, equivalente a uma fatia de 21% dos emplacamentos no Brasil, foram licenciadas 42.956 unidades em Minas Gerais, que atingiu participação de 24,5% no total de 175.330 veículos leves vendidos internamente

No caso de São Paulo, houve aumento de 11% nas vendas de maio sobre abril. Já em Minas Gerais o crescimento nesse mesmo comparativo foi de 35%. No quarto mês do ano as vendas nesses dois estados foram de, respectivamente, 33.108 e 31.797 unidades, com participações de 20,2% e 19,4%.

Ainda não está claro para a Anfavea se esse movimento reflete uma migração de consumidores paulistas para o estado vizinho para fugir do aumento do ICMS em São Paulo, onde a alíquota que era de 12%, idêntica a de Minas Gerais, subiu para 13,3% em janeiro e para 14,5% a partir de primeiro de abril.

Mas o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, admite que isso possa estar ocorrendo. “Desde o início alertamos o governo de São Paulo sobre o risco de haver perda de venda no Estado, assim como ponderamos que não é hora de elevar impostos. Uma alíquota de 14,5% é inadmissível e, ao final, sempre quem paga a conta é o consumidor”.

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Com relação ao acumulado do ano, os dados disponíveis são relativos ao primeiro quadrimestre. No período, São Paulo teve participação de 22,9% no total de 661,8 mil automóveis e comerciais leves vendidos no Pais, enquanto Minas Gerais ficou cm 19%.

Desde o final do ano passado, quando o governo de São Paulo anunciou a intenção de elevar o ICMS dos carros novos e usados, a Anfavea e a Fenabrave, junto com outras entidades que representam a revenda de veículos no Estado, vêm buscando junto às autoridades locais e mesmo na justiça a revisão da medida. E todas alertaram para o risco de migração do consumo para Minas Gerais pela proximidade dos dois estados.


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