O problema com falta de semicondutores continua afetando produção e oferta da indústria automotiva brasileira. Após ter suspendido as operações da fábrica de Sorocaba, SP, no período de 18 a 27 de agosto, a Toyota anuncia a paralisação da linha do Corolla, em Indaiatuba, também no interior paulista, entre os dias 13 e 22 de outubro.

De acordo com nota emitida pela montadora, os colaboradores afetados pela paralisação entrarão em férias coletivas neste período, com o retorno às atividades programado para o dia 25 de outubro. As demais unidades da Toyota no Brasil, localizadas em São Bernardo do Campo, Porto Feliz e Sorocaba, todas no estado paulista, permanecem com suas atividades normais.

No comunicado, a empresa reforça que “apesar de todos os esforços que temos realizado ao longo do tempo para gerenciar a falta de insumos que afeta a cadeia de suprimentos global, provocada pela pandemia de Covid-19, uma nova parada é inevitável”.

Segundo informações divulgadas pelo presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, na semana passada, 11 fábricas tiveram a produção total ou parcialmente paralisada em agosto por causa da escassez e semicondutores. Por conta disso, a produção do setor foi a mais baixa para um mês de agosto desde 2003.

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Os estoques nas redes de concessionárias atingiram os mais baixos níveis da história da indústria automotiva brasileira. Ante o equivalente a 15 dias de vendas em julho, eles foram reduzidos para apenas 13 dias no mês passado., com total de apenas 76,4 mil unidades, das quais 48,3 mil nos pátios das revendas e 28,1 mil nos das montadoras.

Ao longo dos primeiros sete meses do ano, a Toyota vinha enfrentando menos dificuldades do que as concorrentes com a falta de componentes eletrônicos, o que fez a marca subir no ranking nacional das mais vendidas no País.