O Sindipeças publicou esta semana em seu site novas projeções para 2021. Ante estimativa anterior de crescimento de 12,9%, de R$ 126,3 bilhões em 2020 para R$ 142,6 bilhões este ano, prevê agora que o setor atingirá receita nominal de R$ 158,1 bilhões. Se a meta for atingida, a alta será de 25,2% no comparativo anual, com faturamento já neste ano superior ao de 2019 (R$ 153,1 bilhões), antes, portanto, da pandemia.

A entidade também liberou as projeções para 2022, estimando a continuidade da evolução da indústria de autopeças no País. A receita deve chegar a R$ 165,7 bilhões no próximo ano, expansão de 4,8%. Os investimentos, que caíram para apenas R$ 1,1 bilhão no ano passado, devem praticamente sobrar este ano, atingindo R$ 2,1 bilhões, e chegar a R$ 2,3 bilhões em 2022.

Também foram revistos os números de postos de trabalho, estimando-se agora um quadro de 238,4 mil trabalhadores até dezembro, expansão de 2,4%, e de 240,8 mil no ano que vem.

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Do faturamento total, 63,5% serão relativos às vendas para montadoras, enquanto o mercado de reposição representará 17,4% e as exportações, 14,8%. O restante será de negócios intersetoriais. As exportações devem crescer 25,1% este ano, para US$ 6,78 bilhões, enquanto as importações terão a expressiva alta de 82,7%, para US$ 14,93 bilhões. Com isso, o saldo da balança comercial ficará negativo em US$ 8,15 bilhões, um valor 196% superior ao de 2020.


Foto: Automec 2019