Apesar de mercados importantes, como Colômbia, Chile e Peru, estarem com demanda aquecida, a indústria automotiva brasileira não estão conseguindo atender adequadamente seus principais clientes por causa da falta de semicondutores que afeta, também, as vendas internas. Com apenas 23,6 mil embarques em setembro, as exportações recuaram 19,7% sobre agosto (29,4 mil unidades) e 22,5% no comparativo com o mesmo mês do ano passado (30,5 mil).

“E o pior setembro desde 1999”, comentou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. Com 277 mil veículos embarcados em nove meses, o setor tem desempenho positivo no ano, com alta de 33,8%, em relação ao período de janeiro a setembro de 2020. Mas como os problemas na área produtiva se mantêm, sem perspectivas de solução neste ano, a Anfavea revisou para baixo a meta de crescimento das vendas externas.

De acordo com o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, estima-se, agora, que as exportações ficarão em uma faixa de 357 mil a 377 mil unidades, o que representará crescimento de 10% a 16%, mas sobre uma base baixa considerando que em 2020 o setor ficou parado quase três meses por causa das medidas de isolamento social impostas pela Covid-19. A meta anterior era de expansão na faixa de 20%.

Anúncio

LEIA MAIS

Déficit comercial das autopeças chega a US$ 6,8 bilhões

Anfavea revisa projeções para baixo

Em valores, as exportações atingiram US$ 5,5 bilhões no acumulado até setembro, o que representou alta de 49% sobre a receita de US$ 3,7 bilhões obtida no mesmo período do ano passado. Essa expansão deve-se principalmente à mudança no mix de produtos embarcados, ou seja, passaram a seguir para o exterior veículos de maior valor agregado.


Foto: Pixabay