O Sindicato dos Metalúrgicos e a General Motors chegaram a acordo sobre a adoção de layoff na fábrica de São José dos Campos, SP. A implementação da medida para 700 funcionários, entretanto, depende ainda de votação em assembleia dos trabalhadores, que deveria  ser realizada nesta quinta-feira, 28, mas, em função das chuvas, será remarcada.

Segundo o sindicato, a montadora aceitou garantir a estabilidade de emprego para todos os funcionários da planta e a efetivação de 300 colaboradores temporários mediante a aceitação da suspensão do contrato de trabalho por um período de dois a cinco meses.

A GM pretende suspender o segundo turno da produção da picape S10 a partir de 8 de novembro, área que congrega 2,2 mil dos 3,8 mil trabalhadores da fábrica. A montadora alega falta de semicondutores para manter o ritmo o atual ritmo de produção.

Ainda de acordo com a entidade, durante o layoff os trabalhadores terão assegurados o salário líquido integral e o pagamento do FGTS. O regime especial prevê que uma parte dos salários seja paga com recursos do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Esta é a quarta suspensão de contratos de trabalhadores realizada pela GM, desde o início da pandemia.


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