Indústria

Em período ainda desafiador, Sindipeças projeta crescimento de 4,8% no ano

Destacando serem indicativos preliminares, Dan Ioschpe, presidente da entidade, estima receita nominal de R$ 166 bihões

Diante da inflação acentuada e da desvalorização do real, foram expressivos os valores fatuados pela indústria brasileira de autopeças em 2021. “Mas em termos reais, o setor ainda está aquém do que produzia e comercializava em 2019, antes, portanto, da pandemia”, comenta o presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe.

“O ano passado ficou marcado por demanda ascendente, mas por problemas do lado da oferta, em especial no caso dos semicondutores, o que acabou afetando decisivamente os volumes de veículos produzidos e vendidos no País, assim como as autopeças aqui instaladas”, lembra o executivo.

Ainda preliminares, os dados de 2021 indicam receita líquida de R$ 158,1 bihões. Se confirmada, o crescimento do setor sobre o ano anterior será de 25,2%. Vale, lembrar, contudo, que em 2020 sobre 2019 houve queda de 17,5% nesse mesmo indicador.

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Deixando claro que os números de 2021 ainda podem ser revistos nas próximas semanas, assim como as projeções para 2022, Ioschpe informa que, a princípio, há uma expectativa de crescimento de 4,8% este ano.

“A evolução da Covid-19 ainda dificulta as projeções no Brasil e no mundo. Mas espera-se um ano mais favorável no lado da oferta. E mais desafiador no lado da demanda, por conta da inflação elevada, dos juros decorrentes e dos efeitos disso na atividade econômica. De toda forma, nossa expectativa é de fechar 2022 com faturamento nominal da ordem de R$ 166 bilhões, crescimento de 4,8% sobre o ano passado, ressaltando novamente que esses dados serão revistos em breve”.

O presidente do Sindipeças destaca que ainda estamos passando por um período muito desafiador, por conta da pandemia e suas decorrências.

“Vamos seguir vigilantes e ativos, para que possamos virar essa página em breve. Porém, para que o crescimento seja perene e sustentável, defendemos agenda que elimine os entraves horizontais à competitividade, que atingem todos os setores da economia em nosso País. Assim como políticas públicas que acelerem a inovação e nossa integração ao mundo, preferencialmente por meio de acordos internacionais”.


Foto: Divulgação/Automec 2019

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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