Indústria

Indústria de motos enfrenta absenteísmo por causa da Ômicron

Apesar das dificuldades do momento, Abraciclo prevê produção 7,9% maior este ano, com 1,29 milhão de unidades

Apesar das dificuldades ainda existentes de abastecimento, da alta dos juros e do absenteísmo provocado pela variante Ômicron da Covid-19, a Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, prevê a continuidade do crescimento do setor este ano.

Os fabricantes instalados no Polo Industrial de Manaus, AM, encerram 2021 com a produção de 1,19 milhões de motocicletas fabricadas, número que ficou 2% abaixo da previsão para este ano, mas que é 24,2% superior ao de 2020 (961.986) e tambem maior do que o registrado em 2019, antes portanto da pandemia.

A projeção da entidade para este ano é de crescimento de 7,9%, com total de 1,29 milhão de unidades saindo das linhas de montagem das associadas. No varejo, a expectativa é que sejam emplacadas 1.230.000 motos, o que corresponderia a uma alta de 6,4% em relação a 2021 (1.156.074 unidades), que teve volume 26,3% superior ao do ano anterior (915,2 mil).

As exportações deverão totalizar 54 mil unidades, alta de 1% sobre o volume registrado no ano passado (53.476 motocicletas). Em dezembro, por casa das férias coletivas, foram produzidas apenas 76.359 motocicletas, volume 32,9% inferior ao de novembro (113.776 unidades), mas 3,9% maior do que o registrado no mesmo mês de 2020.

De acordo com Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, a demanda interna ainda está aquecida, estimando uma defasagem de 100 mil unidades na oferta ao longo de 2021, o que ainda gera filas de espera por alguns modelos. Um problema que pode se agravar neste início de ano com o absenteísmo causado pela transmissão mais acelerada da variante Ômicron.

“Não temos dados consolidados, mas é certo que o número de faltas de empregados cresceu por causa desta terceira onda da Covid-19”, informou o executivo, destacando, ainda, que outros fatores, como 2022 ser um ano eleitoral, a alta dos juros e os problemas ainda existentes de abastecimento de peças, são impeditivos para um aumento da acima do que está sendo previsto.

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O setor chegou a vender mais de 2 milhões de unidades em 2011, volume que caiu para menos de 1 milhão em meados da década passada. “O potencial existe, até porque a procura por moto vem crescendo em função do aumento do delivery e também dos combustíveis. Mas a recuperação será gradativa”, avalia.

Mercado interno

Balanço divulgado pela Abraciclo nesta quinta-feira 20 indicam alta de 26,3% nas vendas internas, com 1.156.074 emplacamentos em 2021, ante os 915.157 do ano anterior. Segundo o presidente da entidade, as filas de espera atualmente estão na faixa de 30 dias para modelos de baixa cilindrada e scooters.

Com 107.285 licenciamentos, o segmento de Scooter foi o que registrou o maior crescimento anual, de 40,9% em relação a 2020. “Apesar de ter 9,3% de participação no mercado, as Scooters estão ganhando cada vez mais espaço nas ruas, graças a sua praticidade, versatilidade e baixo consumo de combustível. A tendência é de que a procura cresça ainda mais”, analisa Fermanian.


Foto: Divulgação/BMW

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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