OSindipeças revisou para baixo, de 4% para 2,4%, a meta de expansão do setor em 2026. Diante da projeção de se atingir receita líquida de R$ 286,8 bilhões, espera-se agora faturamento de R$ 272,2 bilhões.

No ano passado, a receita ficou em R$ 265,6 bilhões, o que representou alta de 4,2% sobre 2024. A revisão, segundo a área econômica da entidade, levou em conta fatores que mudaram ao longo do primeiro semestre do ano.

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Em termos macroeconômicos, a aposta era em uma inflação menor (ao redor de 4,0%) e, por conseguinte, em uma queda mais acentuada da taxa de juros. “Esperávamos também que o câmbio se mantivesse mais desvalorizado, na faixa de R$ 5,20 a 5,30, porém a guerra no Oriente Médio e a disparada do preço do petróleo alteraram radicalmente esse cenário”.

Com relação ao setor, a crença era de uma recuperação ou retração menor do faturamento do mercado de reposição (em 2025, houve queda de 3%) e de uma retração menor na exportações para o mercado argentino.

No acumulado até abril, conforme dados mais recentes, o faturamento no after market recuou 11,2%. Fatores explicados na sétima pergunta endereçam para o que vem ocorrendo.

Em contraste com a previsão de uma receita menor do setor, o valor estimado em investimento cresceu de US$ 6,6 bilhões para US$ 6,7 bilhões, Nesse caso, a área econômica do Sindipeças esclarece que a alta decorre de uma cotação menor:

“As projeções indicavam dólar ao redor de US$ 5,30 no final de 2026 e agora a paridade é US$ 5,15”.

Também houve alterações na projeção da balança comercial. O déficit comercial deve se manter praticamente estável, chegando a US$ 14,9 bilhões este ano ante total de US$ 14,8 bilhões em 2025.

A entidade aposta em queda nas importações da ordem de 4%, para USS 22,56 bilhões, e também nas exportações, só que nesse caso em índice maior, de 9,8%, para US$ 7,66 bilhões.


 

Alzira Rodrigues
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