Apesar de um janeiro frustrante em vendas e produção, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, acredita em retomada a partir deste mês. No balanço dos quatro primeiros dias úteis deste mês, as vendas atingiram média diária de 7,2 mil veículos, ante a de 6 mil ao longo de janeiro. Uma alta de 20%.

Na avaliação do executivo, os problemas causados pela Ômicron que causou absenteísmo de 6% a 7% na indústria automotiva – deverão se amenizados nos próximos dois meses, “permitindo um quadro mais próximo da normalidade”.Além disso, a previsão é de que o nível de escassez de semicondutores seja menor este ano do que em 2021.

Mas há um sinal de alerta que pode impedir a esperada retomada, que é a alta de juros em patamares acima do que era esperado. “Isso pode desaquecer o mercado, caso não haja contrapartidas que tragam algum alívio para o orçamento dos consumidores”, comenta Moraes.

Com a alta da Selic, as taxas de juros para compra de veículos estão, na média, em 26,8% ao mês. Tem também a questão do PIB que poderá ficar em índice negativo também abaixo do projetado este ano.

De positivo em janeiro, a manutenção do nível de emprego em 101,4 mil funcionários – 200 a mais do que em dezembro -, e do nível de estoque, que cresceu em termos de dias de vendas, porque janeiro foi muito fraco, mas manteve-se similar em volume, na faixa de 114,3 mil veículos nos pátios das montadoras e das concessionárias.


Foto: Divulgação/VW

Alzira Rodrigues
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