Apesar da falta de componentes eletrônicos que desafia a indústria, os menores volumes da produção de caminhão permitiram às fabricantes administrarem a crise desde o ano passado com números positivos.

No mês passado, no entanto, o desabastecimento na cadeia de suprimentos apareceu com mais força no segmento ao registrar uma queda de 29,9% no volume produzido, para 9,4 mil unidades ante 13,5 mil anotadas em março.

Foi o primeiro resultado negativo do ano, recuando para o patamar de janeiro, mês habitualmente fraco marcado por retorno de férias coletivas.

Na comparação com abril do ano passado, quando a produção somou quase 13,1 mil unidades, também a baixa no volume produzido chegou aos dígitos, de 27,6%.

“Além dos feriados que reduziram o número de dias úteis, mais empresas tiveram que interromper atividades por causa da falta de componentes”, justificou o vice-presidente da Anfavea para pesados, Gustavo Bonini, durante apresentação dos resultados do setor automotivo, na terça-feira, 10. “Esperamos uma melhora no segundo semestre.”

O desempenho parcial do mês passado também trouxe consequências negativas no fechamento dos quatro primeiros meses do ano. No período a produção acumulou 43,8 mil caminhões, volume 5% inferior ao registrado há um ano, de 46,1 mil unidades.

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Foto: Volvo/Divulgação

Décio Costa
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