Os números da 28ª edição da Agrishow, Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, são realmente fantásticos. Foram gerados negócios da ordem de R$ 13,29 bilhões por parte dos fabricantes de máquinas agrícolas, de irrigação e de armazenagem, com aumento real (descontada a inflação) de 9,5% sobre o valor registrado no ano passado, quando a cifra chegou a R$ 11,2 bilhões.

O público chegou a 195 mil visitantes, do Brasil e de outros 50 países, e houve mais de 1 mil reuniões ao longo dos cinco dias do evento, de 1º a 5 de maio. No total, foram mais de 800 marcas presentes.

A infraestrutura de chegada e de saída e mesmo a do espaço interno, contudo, deixou muito a desejar. Da placa de 2 km até a entrada na feira, que acontece na Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321, em Ribeirão Preto, SP, foram quase 2 horas.

Na coletiva de balanço da feira nesta sexta-feira, 5, o próprio prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira, admitiu as dificuldades de acesso ao local, informando que ele próprio levou 2h40 para percorrer 3 quilômetros, partindo do Ribeirão Shopping. Desgaste total, sem dúvida.

Também no primeiro dia houve falta de ônibus no espaço interno para levar os visitantes até o local destinado aos automóveis. Os restaurantes não deram conta de atender a todos e os banheiros menos ainda, com filas imensas principalmente nos destinados ao público feminino.

E os preços não eram pequenos. Para estacionar o carro em um local onde só entrava quem tivesse um selo, nada menos do que R$ 300. Estacionamento de helicóptero estava R$ 800 a diária. Um restaurante cobrava R$ 330 a refeição para reservar mesa na hora do almoço. Sem contar o custo da entrada no evento, de R$ 70 a inteira.

Na véspera do evento, seus organizadores divulgaram material informando investimentos nas áreas destinadas à alimentação, nos banheiros e também na melhoria da mobilidade para pessoas e veículos. Se houve, o público não usufruiu.

Ainda importante lembrar no contexto da maior feira de tecnologia agrícola da América Latina a confusão gerada pelos organizadores ao desconvidarem o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, após o ex-presidente, que perdeu as eleições de novembro do ano passado, ter anunciado sua ida até Ribeirão Preto.

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O Banco do Brasil chegou a informar sobre a suspensão do seu patrocínio ao evento, o que foi desmentido pelos organizadores na coletiva desta sexta-feira, ao garantirem não ter recebido nenhum comunicado oficial a respeito. Também chegou a ser informado que não haveria seção de abertura da feira, mas essa acabou acontecendo com a participação do governador paulista, Tarcísio de Freitas.

Enfim, uma grande confusão entre informações dos organizadores e o que efetivamente aconteceu no evento. Certo é que acabou frustrada a expectativa de que o governo federal — desconvidado de última hora — aproveitasse o evento para divulgar linhas de crédito para o setor agrícola.

A Agrishow 2023 é uma iniciativa das principais entidades do agronegócio no País: Abag, Associação Brasileira do Agronegócio; Abimaq; Anda, Associação Nacional para Difusão de Adubos; Faesp, Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB, Sociedade Rural Brasileira. Sua organização está a cargo da Informa Markets, integrante do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto.


Alzira Rodrigues
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