O segmento de motocicletas instalado no Polo Industrial de Manaus (PIM) fechou 2023 com a produção de 1,57 milhão de unidades, volume 11,3% superior ao anotada no ano anterior, quando acumulou 1,41 milhão. Foi o melhor resultado desde 2014 e superou a projeção da Abraciclo para o ano de 1,56 milhão.

De acordo com Marcos Bento, presidente da associação que representa os fabricantes de motos, o resultado se mostrou surpreendente em meio a maior seca da história na região amazônica.

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“Havia o receio de não atingir o que tínhamos estimado. Fabricante chegaram a interromper produção devido ao desabastecimento provocado pelas dificuldades logísticas”, contou durante apresentação do balanço do setor de duas rodas na sexta-feira, 12. “Ainda hoje há certa dificuldade, mas já bem próximo da normalidade.”

Para o dirigente, um olhar sobre o desempenho do segmento dos últimos anos indica crescimento sustentável, em especial após a pandemia de 2020. “A motocicleta se mostra como o modal de transporte de mais cresce sob a perspectiva da mobilidade urbana e segue com potencial de continuidade de expansão dos volumes.

No varejo, as vendas de 2023 somaram 1,58 milhão de motocicletas, alta de 16,2% em relação ao mesmo período de 2022, quando os emplacamentos chegaram a 1,36 milhão. Do total, a região Sudeste absorveu a maior parte, 590,3 mil unidades, uma participação de 37,3%. O Nordeste ficou a segunda maior fatia, 31,1% ou 492,5 mil motos, seguido pelo Norte (13,1%), Centro-Oeste (9,7%) e Sul (8,8%)

Foram as exportações que impediram o segmento de fechar 2023 inteiramente no azul. Os fabricantes instalados no PIM embarcaram no período 32,9 mil motocicletas, 40,3% abaixo das 55,3 mil unidades exportadas no ano anterior.

Perspectivas de continuar em crescimento em 2024

Para 2024, o presidente da Abraciclo se mostra otimista. A primeira projeção da associação aponta uma expansão na produção de 7,4% sobre 2023, para 1,60 milhão de unidades. Bento considera que a continuidade do crescimento será sustentada por um cenário macroeconômico mais favorável, além das oportunidades que a própria motocicleta oferece.

“Certamente há desafios, como reflexos de conflitos internacionais no preço de combustíveis e do frete. Mas temos a expectativa das taxas de juros seguirem em queda e da retomada do emprego e da renda. Depois, a moto oferece um transporte ágil e de baixo custo, com um papel de protagonista nos serviços de entrega.”

No varejo, a aposta de entidade é de fechar 2024 com 1,7 milhão de emplacamentos, alta de 7,5% se realizados. Por fim, a Abraciclo espera aumento de 6,3% nas exportações, para 35 mil unidades.


Foto: Yamaha/Divulgação

Décio Costa
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