O CEO no Brasil posiciona-se contrário a essas cotas, revelando renúncia fiscal de R$ 2,2 bilhões

O CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, aproveitou sua palestra na coletiva da Anfavea na quinta-feira, 4, para defender o fim das cotas para isenção de impostos na importação de veículos eletrificados:
“Somos contra essas cotas para as marcas de volume”, comentou o executivo, revelando que desde o ano passado até maio agora, 45,7 mil veículos eletrificados entraram no País pelo sistema de cotas, sem pagar, portanto, o devido Imposto de Importação.
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Projetando um valor médio de R$ 150 mil por produto, isso gerou uma renúncia fiscal de R$ 2,2 bilhões, informa Possobom: “Esse valor é 3,5 vezes maior do que o relativo aos incentivos concedidos pelo governo por ocasião do programa do carro popular e o equivalente a venda de 275 mil modelos populares produzidos no Brasil”.
A questão dessa cota já tinha sido levantada pela Anfavea. Em documento encaminhado ao presidente Luis Inácio Lula da Silva no mês passado, a entidade pleiteia simultaneamente à retomada imediata da alíquota de 35% para importação de eletrificados o estabelecimento de cota de importação linear por empresa, “no volume médio de 4.800 veículos eletrificados/ano”.
A regra atual define cota proporcionalmente maior para quem importou e emplacou mais veículos eletrificados no Brasil entre janeiro e novembro de 2023.
Na avalição de Possobom, a cota simplesmente não faz sentido no caso das marcas de volume. Em apoio total à Anfavea, ele também defende a retomada imediata da alíquota de 35% de imposto de importação de elétrico e híbridos, alegando uma questão de isonomia comercial.
Ele lembrou que o setor faz atualmente o maior investimento de sua história, no total de R$ 130 bilhões, dos quais R$ 16 bilhões a serem aplicados pela Volkswagen, sendo, portanto, o momento de incentivar a produção local e não colocá-la em risco. A ociosidade da indústria automotiva brasilera hoje está na faixa de 45%.
Em sua palestra na coletiva da Anfavea, o CEO da Volkswagen também abordou a questão do Imposto Seletivo que vem sendo debatido no âmbito da reforma tributária: “Diante das inovações tecnológicas em curso, que visam justamente à descarbonização, não tem o menor sentido incluir o automóvel a combustão na mesma lista de cigarro e bebidas”.
Como disse o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, a adoção do Imposto Seletivo para o carro a combustão vai na contramão do objetivo da taxa que é o de reduzir o consumo de produtos considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente:
“Não há razão para dificultar o acesso do brasileiro a modelos menos poluentes e mais seguros, retardando de forma temerária a renovação da frota nacional”.
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