Indústria

Mercado europeu recua pelo segundo mês consecutivo

Vendas na região em setembro limitaram-se a 1,1 milhão de unidades, 4,2% a menos do que no ano passado

O mercado de veículos na Europa tem acumulado más notícias nos últimos meses. A última é que as vendas caíram novamente em setembro. Declínio em dois meses consecutivos não era registrado há mais de dois anos, quando o setor ainda enfrentava a escassez de componentes e o resquício de desarranjo global da logística causado pela pandemia.

Foram negociados no mês passado 1,1 milhão de veículos na região, 4,2% a menos do quem em setembro de 2023, segundo levantamento da Acea, a associação das montadoras europeias, que aponta a Stellantis com recuo de 26%, o maior entre os fabricantes.

Mesmo assim, ao longo dos primeiros nove meses,  os licenciamentos oscilaram positivamente 0,6% e esbarram nas 8 milhões de unidades. O desempenho da Espanha, com crescimento de 4,7%, e  da Itália, que avançou 2,1%, se contrapõe aos da França e Alemanha, que caíram 1,8% e 1%, respectivamente.

No mês passado, entre os maiores mercados europeus, Alemanha (-7%), França (-11%) e Itália (-11%) tiveram quedas e puxaram para baixo as entregas, enquanto Reino Unido e Espanha registraram pequenas evoluções.

Problema recorrente em 2024, com seguidas quedas ou estagnação, as vendas de veículos elétricos se recuperaram ligeiramente em setembro. Os licenciamentos de modelos a bateria aumentaram 9,8%, para 139,7 mil unidades.

No acumulado dos nove primeiros meses, entretanto, ainda estão 5,8% menores do que no mesmo período do ano passado. A participação desses modelos recuou de 14% para 13,1%, muito em decorrência da significativa queda dos licenciamentos na Alemanha, maior mercado da Europa.

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Automóveis híbridos plug-in também tiveram acentuado recuo de 22,3% no mês passado, com quedas em todos os principais mercados. Em setembro, a tecnologia respondeu por 54,9 mil unidades, participação de 6,8% ante 8,2% em igual mês de 2023 — 6,9% ao longo de 2024.

Já os híbridos fechados avançaram 12,5% no mês e responderam por 32,8% das vendas, mais até do que os carros a gasolina.


Foto: Divulgação

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Redação AutoIndústria

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