Indústria

“Mar revolto”, diz Anfavea sobre início de ano com Trump nos EUA

Na avaliação de Lima Leite, a hora é de ter calma: "Há riscos, há inseguranças, mas também pode haver oportunidades para o Brasil".

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, abriu entrevista coletiva de divulgação do balanço do setor com o quadro “Contexto norte-americano e impactos para o Brasil”, referindo-se aos anúncios que vêm sendo feitos pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na sua avaliação, um “mar revolto” marca o início de 2025, com risco de desaceleração mundial da economia devido a um clima de insegurança que acaba alterando o humor de diferentes países.

“É um momento de imprevisibilidade”, comenta o executivo, dizendo ainda haver dúvidas sobre como as ações do governo estadunidense, em especial as relativas a aumento de tarifas, vão afetar o setor automotivo.

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Lembrou que a China exporta bastante para lá, assim como o México, o que pode gerar excesso de produção nos países exportadores e o consequente redirecionamento de produtos para outros mercados, incluindo Brasil e outros países da América Latina. “Quem tem fábrica aqui também opera em outros países e neste momento a análise das montadoras é sobre onde é melhor produzir”.

Segundo ele, a volatilidade em termos de câmbio e de juros é mundial, decorrente não só do novo governo estudunidense, mas também de conflitos como o do Oriente Médio e da Rússia e Ucrânia.

Ele também falou sobre a taxação de 25% sobre importação de aço ameaçada por Trump, dizendo acreditar que o Brasil tem boas relações com os Estados Unidos e pode buscar um acerto diplomaticamente. Mas admite que se houver a taxação, a indústria brasileira do aço, que exporta bastante para lá, certamente será prejudicada

Na análise de Lima Leite, a hora é de ter calma: “Há riscos e há inseguranças. Mas também é um momento que pode gerar oportunidades para o Brasil”, destacou o executivo, comentando que o País pode aproveitar este momento para ter mais competitidade nas exportações, inclusive em relação ao México, um dos seus principais concorrentes.


 

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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