Indústria

“Mar revolto”, diz Anfavea sobre início de ano com Trump nos EUA

Na avaliação de Lima Leite, a hora é de ter calma: "Há riscos, há inseguranças, mas também pode haver oportunidades para o Brasil".

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, abriu entrevista coletiva de divulgação do balanço do setor com o quadro “Contexto norte-americano e impactos para o Brasil”, referindo-se aos anúncios que vêm sendo feitos pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na sua avaliação, um “mar revolto” marca o início de 2025, com risco de desaceleração mundial da economia devido a um clima de insegurança que acaba alterando o humor de diferentes países.

“É um momento de imprevisibilidade”, comenta o executivo, dizendo ainda haver dúvidas sobre como as ações do governo estadunidense, em especial as relativas a aumento de tarifas, vão afetar o setor automotivo.

LEIA MAIS

Montadoras iniciam o ano com produção em alta de 15,1%

Além das férias coletivas, GM negocia lay-off em Gravataí

Lembrou que a China exporta bastante para lá, assim como o México, o que pode gerar excesso de produção nos países exportadores e o consequente redirecionamento de produtos para outros mercados, incluindo Brasil e outros países da América Latina. “Quem tem fábrica aqui também opera em outros países e neste momento a análise das montadoras é sobre onde é melhor produzir”.

Segundo ele, a volatilidade em termos de câmbio e de juros é mundial, decorrente não só do novo governo estudunidense, mas também de conflitos como o do Oriente Médio e da Rússia e Ucrânia.

Ele também falou sobre a taxação de 25% sobre importação de aço ameaçada por Trump, dizendo acreditar que o Brasil tem boas relações com os Estados Unidos e pode buscar um acerto diplomaticamente. Mas admite que se houver a taxação, a indústria brasileira do aço, que exporta bastante para lá, certamente será prejudicada

Na análise de Lima Leite, a hora é de ter calma: “Há riscos e há inseguranças. Mas também é um momento que pode gerar oportunidades para o Brasil”, destacou o executivo, comentando que o País pode aproveitar este momento para ter mais competitidade nas exportações, inclusive em relação ao México, um dos seus principais concorrentes.


 

Compartilhar
Publicado por
Alzira Rodrigues

Notícias recentes

Excesso de confiança nos recursos de segurança pode aumentar acidentes

Especialistas em segurança viária são mais precavidos do que motoristas consultados em estudo global

% dias atrás

Valvoline amplia vendas em 45,6% no semetre

A demanda por lubrificantes sintéticos nacionais foi a que mais cresceu, com alta de 217%

% dias atrás

No consórcio, tíquete médio dos pesados é o que mais cresce

A alta, no comparativo anual, é de 21,7%, de R$ 92,3 mil para R$ 112,3…

% dias atrás

JAC Caminhões inicia distribuição de seus veículos 

Linha tem quatro modelos a diesel que serão negociados em rede de 30 revendas

% dias atrás

BMW reduzirá em até 8 mil empregos seu quadro mundial

Cortes devem ocorrer até 2027 e representam mais de 5% da força de trabalho

% dias atrás

Nos ônibus da Marcopolo, tecidos com PET 100% reciclável

Desenvolvido em parceria com a DINI Textil, revestimento tem ciclo de vida que reduz em…

% dias atrás