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Frota circulante cresce, mas envelhece no caso dos carros e caminhões

A idade média foi acrescida de 1 mês em 2024, para 11 anos e 2 meses e 12 anos e 2 meses, respectivamente

Levantamento do Sindipeças revela que a frota circulante de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em 2024 nas ruas e estrada brasileiras atingiu 48 milhões de unidades, com alta de 2% sobre 2023.

No caso dos carros e caminhões, a idade média subiu 1 (um) mês no comparativo anual, atingindo 11 anos e 2 meses e 12 anos e 2 meses, respectivamente. Houve estabilidade na idade média dos comerciais leves, na faixa de 8 anos e 11 meses, e também na de ônibus, com 11 anos e 4 meses.

Considerando carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, a idade média dos veículos com quatro rodas ou mais passou de 10 anos e 10 meses em 2023 para 10 anos e 11 meses no ano passado.

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Somadas as motocicletas, a frota total chegou a 62,1 milhões de unidades em 2024, representando crescimento de 2,8% em relação ao ano anterior (60,4 milhões). No caso dos veículos duas rodas, a expansão da frota foi de 5,7%, de 13,3 milhões para 14 milhões unidades. A idade média nesse caso baixou de 8 anos e 4 meses para 8 anos.

“Após período de crescimento moderado (média de 0,8% entre 2016 e 2023), a frota circulante retomou um patamar de expansão superior a 2%. A última vez em que isso havia acontecido foi em 2015, quando o impulso gerado foi de 2,4%”, informa o Sindipeças, atribuindo esse desempenho à dinâmica favorável da atividade econômica vista ao longo do ano passado.

A entidade também informa que 82% dos veículos no Brasil concentram-se em dez estados, com destaque para São Paulo e Minas Gerais, que juntos representam 43,2% da frota.

O Sindipeças destaca ainda em seu relatório que a continuidade do envelhecimento da frota de veículos leves e pesados reflete a dificuldade de renovação e os desafios para a descarbonização.

O sindicato que representa os fornecedores de autopeças vem insistindo na necessidade de haver programas de renovação de frota e de inspeção veicular como forma de reduzir as emissões de poluentes e também os acidentes nas estradas. O assunto foi tratado na Automec, realizada na semana passada em São Paulo.

Justamente para mostrar a necessidade de renovação de frota, a entidade também detalha a frota circulante por faixa de idade. “Considerando-se a de autoveículos de 0 a 5 anos, é notório o recuo dessa parcela na frota circulante, com a participação encolhendo de 38,5% para 22,3% entre 2015 e 2024”, ressalta.

Em termos absolutos, a quantidade de veículos com até 5 anos de uso passou de 16,5 milhões em 2015 para 10,7 milhões em 2024, uma redução da ordem de 35,2%. “A queda reflete a desaceleração da produção e vendas de veículos 0 Km até 2023, causada pelas incertezas econômicas, menor confiança do consumidor, aumento dos preços e mudanças nas preferências de mobilidade”, avalia o Sindipeças.

 


Foto: Pixabay

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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