Indústria

As perdas do ABC com tarifaço de Trump

Estudo que contempla autopeças e máquinas revela queda, em agosto, de 63,5% nas exportações para os EUA

Com base em estudo técnico da subseção Dieese, o Sindicato dos Metalúrticos do ABC divulgou números relativos às perdas em agosto e no ano por conta dos tarifaços impostos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Os setores da base mais afetados são os de componentes automotivos, máquinas-ferramenta e itens metalúrgicos, que tiveram queda nas exportações para os Estados Unidos de 63,7% em agosto deste ano frente ao mesmo mês de 2024, com destaque para São Bernardo do Campo, município que teve retração de 69,5%.

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Segundo o mesmo estudo, entre janeiro e agosto de 2025 a região diminui em cerca de US$ 60 milhões as exportações para o mercado estadunidense.

Vale lembrar que os Estados Unidos primeiro anunciaram um tarifaço de 25%, vigente desde maio, que entre vários segmentos afetou o de autopeças para veículos leves, e outro em agosto, de 50%, contemplando então os componentes para pesados.

“Estamos falando de um impacto direto sobre a indústria metalúrgica. Não podemos assistir a esse movimento sem medidas mais robustas de proteção à produção e ao trabalhador”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges, ao divulgar o estudo.

A entidade considera positivas as medidas do Plano Brasil Soberano, lançado pelo governo federal, que prevê linhas de crédito, extensão do regime de drawback e contrapartidas para manutenção de empregos, mas avalia que os esforços precisam ser ampliados, especialmente no âmbito estadual.

“O governo de São Paulo precisa entrar com mais força nesse enfrentamento”, complementou Selerges. “É urgente a criação de uma comissão estadual para monitorar os impactos do tarifaço e propor ações de defesa da nossa indústria e dos empregos”.

Segundo o sindicalista, a entidade seguirá monitorando os efeitos do tarifaço e cobrando políticas de estímulo à produção, estabilidade no emprego e diversificação de mercados para reduzir a dependência de decisões unilaterais de outros países.


Foto: Divulgação

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Redação AutoIndústria

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