Os debates têm ocorrido com grande frequência na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. Esta semana os trabalhos avançaram por várias frentes, entre as quais a regulamentação de radares de controle de velocidade. Além de não poderem ficar escondidos (inclusive os portáteis), como já ocorre, aqueles instalados em vias com duas ou mais faixas no mesmo sentido deverão obrigatoriamente ter um painel eletrônico para indicar a velocidade do veículo na hora da passagem em cada uma.

Haveria a inclusão de noções teóricas de direção de carros com câmbio automático para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Acidentes por erro de operação desses câmbios são incomuns, mas acontecem até nos exames realizados. Aprovou-se a criação de faixas preferenciais para motocicletas apenas em vias das capitais dos estados, Distrito Federal e rodovias federais e estaduais. A conhecida faixa azul também em estradas é discutível por estreitar a faixa de rolamento para ultrapassagens. Exige debates aprofundados, mas ideal seria essa exigência apenas no projeto de novas estradas. Até em avenidas atuais, com diferentes larguras de faixas, há riscos de acidente.

Continuam debates sobre redução da idade mínima de 18 para 16 anos para obter a CNH. Está correta essa mudança, mas ainda há resistência. Discute-se agora que jovens de 16 anos recebam permissão temporária para dirigir com supervisão de alguém já habilitado.

Quanto à chamada “Medida Provisória do Bom Condutor”, em análise no Congresso, que estabeleceria a renovação automática para motoristas sem pontos no último ano de validade da CNH, existem contestações. Médicos e psicólogos defendem avaliação regular da saúde também de motoristas amadores (hoje só os profissionais). Debate é necessário, mas talvez a renovação automática poderia abranger dois anos sem pontos.

Outra proposta determina que placas veiculares informem município e estado onde o veículo está registrado. Os moradores teoricamente se sentiriam mais seguros. Há dúvidas sobre isso, inclusive no exterior, sem contar o custo para nova troca de placas, salvo se apenas se aplicasse aos veículos zero-km.

Ainda há longo caminho pela frente. Além da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, os textos ainda precisam de aprovação final pelos plenários de ambas as casas legislativas (Câmara e Senado), conforme informado pela Agência Câmara de Notícias.

 

EX5 EM-i híbrido plugável: 1.300 km de alcance

Geely amplia atuação no Brasil com o EX5 EM-i, primeiro SUV híbrido plugável da marca no país, nas versões Pro, Max e Ultra. Inserido em um dos segmentos de maior crescimento, aposta em eficiência energética, tecnologia de bordo e bom aproveitamento de espaço. Com 4.740 mm de comprimento e entre-eixos de 2.755 mm, posiciona-se entre os SUVs médios-grandes.

Estilo segue padrão chinês contemporâneo, superfícies limpas, iluminação de LED e assinatura contínua nas versões superiores. Na traseira, lanternas mantêm essa identidade com efeito tridimensional. Porta-malas de 428 L (VDA), expansível para 2.065 litros com banco traseiro rebatido.

No interior, prioriza conforto e versatilidade, bom quadro de instrumentos digital de 10,2 pol., projeção de dados no para-brisa e grande central multimídia de 15,4 pol. que combina interfaces digitais e comandos físicos. Acabamento adota proposta sóbria, foco em ergonomia e usabilidade. Além de bom espaço para pernas no banco traseiro.

Na mecânica, o conjunto híbrido plug-in combina motor a gasolina 1,5-L, 100 cv, 12,7 kgf·m e elétrico, 218 cv, 26,7 kgf·m Valores combinados: 262 cv e 38 kgf·m. Alcance médio em modo elétrico chega a 112 km (padrão Inmetro), enquanto no combinado atinge até 1.300 km segundo o fabricante. A bateria, de 29,8 kW⋅h (na versão de topo), permite recarga rápida de 30% a 80% em cerca de 16 minutos. Aceleração 0 a 100 km/h, 7,8 s.

Em uso urbano, destaca-se pelo silêncio no modo elétrico e pela transição suave entre motor a combustão e elétrico. A condução privilegia conforto, com direção leve e suspensão ajustada para absorver irregularidades. Não há proposta esportiva, mas o conjunto atende de forma consistente à rotina diária, com comportamento previsível e foco em eficiência.

Inicialmente importado, o EX5 EM-i terá produção nacional ainda este ano em São José dos Pinhais (PR), em parceria com a Renault, o que reforça a estratégia de longo prazo da Geely no mercado brasileiro.

Preços: R$ 199.990 a R$ 244.990.

 

Toro Freedom: boa relação custo-benefício

Desde seu lançamento em fevereiro de 2016 a Toro surpreendeu o mercado por se estabelecer em um segmento inexistente entre as picapes pequenas e médias. Na realidade, tornou-se uma concorrente das médias com capacidade de carga de até uma tonelada e por se destacar pela dirigilidade mais próxima de um automóvel do que de uma picape tradicional. Uma das características que a diferenciam até hoje é a abertura horizontal bipartida da tampa da caçamba. Todos os motores são turbo Otto (flex) e Diesel.

A picape da Fiat dispõe de nada menos que seis versões com tração 4×2 e 4×4 e houve poucas mudanças estéticas. Porém, no atual ano-modelo 2026 surgiram modificações atraentes em para-choques, grade, lanternas e rodas de desenho que chamam atenção. Outra mudança que melhorou a dirigibilidade e a segurança foram os freios a disco traseiros. Eram a tambor, davam conta com folga, mas somente se rodasse sem a sua capacidade total de carga e/ou em velocidade moderada.

Destaque também, presente a partir de agora em todas as versões, para o freio de estacionamento eletromecânico de imobilização associado ao recurso de liberação automática nas paradas (auto-hold, em inglês), muito útil no trânsito urbano pesado. Tanto a posição ao volante quanto as respostas em curvas são pontos positivos e agora há também nova manopla de câmbio. Seu preço continua competitivo.

Dimensões (mm): comprimento, 4.954; entre-eixos, 2.982; largura, 1.849 (2.033 com espelhos); altura, 1.678. Volumes (L): porta-malas (caçamba), 973; tanque, 55. Massa: 1.670 kg. Motor 4-cilindros turbo 1,3 L flex (cv): potência 176 cv (E)/(G); torque 27,5 kgf·m (E/(G). Consumo (km/L, Inmetro): cidade, 6,5 e estrada, 7,8 (E); cidade, 9,4 e estrada, 10,8 (G). Alcance (km): cidade, 358 e estrada, 429 (E); cidade, 517 e estrada, 594 (G). Tração dianteira. Câmbio automático epicíclico, 6 marchas. Aceleração 0 a 100 km/h (s): 10 (E)/(G).

Preço: R$ 175.490.

 

Ituran amplia oportunidades de IoT

Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) tem progredido de forma acelerada no campo da conexão de objetos físicos do cotidiano à internet. Por meio de sensores, softwares e chips é possível coletar, trocar dados entre si e com usuários. Seu grande avanço permite controle remoto, automação e monitoramento desde refrigeradores até carros.

A multinacional israelense Ituran mantém ativa presença no Brasil a fim de monitorar, rastrear e recuperar veículos furtados ou roubados. Para quem não tem recursos para pagar uma apólice de seguros tradicional ou veículos com mais de oito anos cujos prêmios encarecem bastante, pode se tornar uma opção. Contudo, a empresa também atende as próprias seguradoras por facilitar localização rápida de veículos, antes que sejam desmontados e posterior venda ilegal das peças.

Após reunir IoT e plataforma de dados, avançou até o automobilismo por intermédio da Porsche Cup. Telemetria de alta frequência, análise de desempenho e I.A. puderam ser aplicadas com ganho de preciosos segundos nas paradas de boxe. O sistema deve suportar condições extremas nos autódromos como vibração, temperatura e taxa de amostragem de dados elevada, além de raspões e pequenos acidentes. Desta forma, tanto frotas no dia a dia quanto veículos particulares ganharam um produto mais robusto.


Foto: Divulgação

Fernando Calmon
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