Toyota e Nissan registraram as quedas mais acentuadas no quadrimestre

A concorrência pode até torcer o nariz, argumentar, com alguma razão, que a ainda menor base de comparação ajuda, mas o fato é que a BYD segue em ritmo de crescimento muito além da média do mercado e até quatro vezes maior do que o das marcas líderes.
De janeiro a abril, a montadora entregou aos clientes finais 56,1 mil automóveis e comerciais leves, um salto de 86% frente aos licenciamentos dos primeiros quatro meses de 2025.
É bom frisar: resultado que representa exatamente a metade das 112,8 mil unidades que vendeu ao longo de todo os doze meses do ano passado.
Se mantiver a mesma média de licencimentos nos últimos dois quadrimestres, chegaria próxima dos 170 mil veículos no ano, exatamente o volume negociado pela tradicional Toyota em 2025 e que a colocou como a quinta marca mais vendida.
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Mas em 2026, na verdade, a BYD briga mesmo é pela quarta colocação, atual posição da Hyundai, que negociou 60,1 mil veículos, 17,6% a mais do que de janeiro a abril do ano passado, praticamente em linha com a média de 16,7% do mercado.
Não será surpresa, portanto, se perder o lugar para concorrente chinesa no fim primeiro semestre à frente.
Fora a BYD e Hyundai, somente a Volkswagen, dentre as dez marcas mais vendidas no quadrimestre, ganhou participação ao crescer 22,5% os emplacamentos, ou seja, acima da média.
Por outro lado, Toyota, com recuo de 13%, Nissan, com queda de 14%, e Jeep (0,3% a menos) formaram o trio de quem vendeu menos no quadrimestre.
A líder Fiat e a GM avançaeram 13%, enquanto a Renault somente 6% e a Honda, mesmo com a chegada do importante WR-V, seu novo SUV de entrada, apenas igualou os emplacamentos dos primeiros quatro meses de 2025.
Foto: IA
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