Índice reflete comparativo com o mesmo mês de 2025. No quadrimestre, evolução de 16,4%, com total de US$ 1,66 bilhão.

As compras de autopeças na China somaram US$ 438,3 milhões em abril, expansão de 43,5% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado do quadrimestre, as importações para o país asiático já somam US$ 1,66 bilhão, alta de 16,4% sobre total de US$ 1,43 bilhão de idêntico período de 2025.
O avanço da China nas importações do setor é destacado pelo Sindipeças em seu relatório da balança comercial, divulgado nesta sexta-feira, 29. Um gráfico (veja abaixo) mostra a evolução dos últimos 10 anos, com alta expressiva no período de 383%.
A entidade ressalta que só nos últimos três anos houve crescimento anual de 20,6%, “com o país asiático respondendo hoje por 22% do total de autopeças importadas”.
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Na sequência do ranking de importações vêm os Estados Unidos, que embarcaram para o Brasil um montante de US$ 676,3 milhões no quadrimestre, o que representou queda sobre o mesmo período do ano passado de 12,9%.
As importações totais das autopeças atingiram US$ 2,2 bilhões no quadrimestre, evolução de 12,2% sobre o período de janeiro a abril de 2025. As exportações também cresceram, mas em índice bem inferior, de 7,7%, para US$ 726,4 milhões.
Com isso, o déficit comercial chegou a US$ 5,1 bilhões no ano, com elevação de 3,5% frente ao mesmo período de 2025 (US$ 4,9 bilhões). Só em abril houve déficit de US$ 1,4 bilhão, valor 14,6% superior ao do mesmo mês de 2025 (US$ 1,2 bilhão).
No mês, as exportações (US$ 2,4 bilhões) recuaram 9,8%, enquanto as importações (US$ 7,5 bilhões) tiveram queda menor, de 1,1%.
Segundo o Sindipeças, a contínua valorização do real no período recente pode estar influenciando esse movimento, “na medida em que estimula a compra de produtos do exterior e encarece os produtos brasileiros no mercado internacional”.
A Argentina segue como principal mercado do Brasil, mas com negócios em queda. As exportações para o país vizinho atingiram US$ 1 bilhão, recuo de 22,5% no comparativo interanual.
Também as vendas para os Estados Unidos caíram este ano. Atingiram apenas US$ 342,9 milhões, ante os US$ 417,8 milhões do mesmo período do ano passado (menos 17,9%).
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