Modelo de negócio criado pela indústria automotiva brasileira ainda se mostra como acertado para enfrentar as transformações do setor

Os desafios não são poucos para as montadoras já instaladas no País com aumento da concorrência, em especial a chinesa, além de um ambiente global carregado de tensões. Para enfrentar as novas condições, que também se transformam de maneira acelerada, a saída é garantir e promover a competitividade.
Ao menos assim resumiu “A estratégia global das montadoras e as condições para o Brasil competir”, painel da Anfavea Visions 2026, na tarde de terça-feira, 9, do qual participaram Herlander Zola, presidente da Stellantis South America, Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil, e Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely Brasil.
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No debate, localização da produção se destacou como um modelo já adotado pela agenda da indústria automotiva brasileira desde o nascimento e que, diante dos novos enfrentamentos, não deve ser abandonada.
Para o líder da Toyota, ao longo dos anos se formou uma cadeia de valor robusta que precisa ser preservada. “Temos um ativo forte que nos dá oportunidade de tirar o melhor, como engenharia de qualidade, matriz energética limpa, biocombustíveis. É importante enriquecer a agenda e prestar atenção na velocidade para não ficar para trás.”
O representante da Stellantis reforça ao entender que localização e engenharia são pilares para manter a relevância da indústria brasileira no cenário global, mas também pondera diante da avalanche de entrantes no mercado brasileiro.
“Além de buscar a competitividade de maneira contínua, também é preciso ser flexível para se adaptar rapidamente. Difícil é competir com o custo chinês. Aço, por exemplo, custa 30% menos.”
A transformação acelerada é justamente o ponto que Montenegro chama atenção. “A mudança se mostra marcada por novas marcas e escala. O que funcionou no passado, pode não funcionar agora, a equação não é simples. Localização, capacidade de adaptação e agilidade devem andar juntas. Mas também itens como logística e educação são fundamentais para garantir competitividade.
Foto: Divulgação
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