Ainda novata no Brasil, com menosde um ano de atuação, a Geely comemora exatas quatro décadas de sua fundação em 2026. Já uma das montadoras destacadas da China, a empresa tem ambições muito maiores globalmente.
Parte dessas pretensões foi revelada esta semana pela Geely Holding em Hangzhou, China. Sob o nome “One Geely, liderando por meio da inovação e integração”, o plano estratégico de cinco anos indica a nada modesta meta de colocar a Geely entre as maiores montadoras do mundo até o fim da década.
Em vários parâmetros, diga-se. Alguns deles com desafios mais palpáveis, como alcançar vendas globais superiores a 6,5 milhões de automóveis e veículos comerciais, quase 60% a mais do que os 4,1 milhões consolidados em 2025 — só com o logotipo Geely foram 3 milhões de unidades — e que já representaram robusto avanço de 26% em relação ao ano anterior.
Com esse número, projeta a montadora, figurará entre os cinco maiores fabricantes mundiais de veículos em vendas já em 2030. Com os mais de 4,1 milhões de 2025, ocupou o sétimo lugar globalmente.
Mas a Geely se propôs ainda buscar, nesse mesmo prazo. receita da ordem de US$ 143,7 bilhões, concentrar 75% de suas vendas em veículos de novas energias e obter 30% do total de produtos negociados fora da China. Modelos híbridos e elétricos já respondem pela maioria das vendas mundiais da empresa. No ano passado, somaram quase 2,3 milhões de unidades, aumento de 58% diante de 2024 e 56% do total.
Parta atingir esses marcos, tem no planejamento o desenvolvimento de arquiteturas mundiais de nova senergias para veículos de todos os segmentos e caqpazes de reduzir o ciclo médio de P&D e o custo total por modelo em mais de 30%.
O grupo seguirá atuando com várias marcas e explorando sinergias entres elas. Geely Auto, Geely Galaxy, Lynk & Co, Volvo, Polestar e Lotus se beneficiarão de estruturas industriais e de desenvolvimento na China e outros continentes, assim como de parcerias globais, como a estabelecida com o Grupo Renault, inclusive no Brasil, em 2025.
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A agora conjunta operação brasileira Renault Geely já encaminha ciclo de investimentos de R$ 3,8 bilhões que abrangerá a produção da nova plataforma Geely (GEA), de zero baixa emissão que estreará em dois modelos nacionais no segundo semestre de 2026, renovação de um veículo, também a ser lançado na segunda metade deste anos e o· desenvolvimento de nova plataforma de zero emissões da Renault, que dará origem a um novo modelo a ser lançado em 2027.
Em outra vertente mundial , a Geely se propõe a acelerar o desenvolvimento de produtos destinados à mobilidade aérea e autônoma em con mundial junto com Qianli Technology, Cao Cao Mobility, Aerofugia e Geespace.
“Até 2030, a Geely Holding terá estabelecido inicia capacidade integrada de serviço de mobilidade aérea e terrestre, abrangendo as principais cidades da China, e implantado 100 mil veículos robotáxi Cao Cao Mobility totalmente personalizados, com planos para operação comercial global no futuro”, afirma em comunicado, no qual se compremete também a desenvolver e ampliar a oferta de veículos elétricos a metanol-hidrogênio.
Foto: Divulgação


