O setor automotivo, em particular as marcas de automóveis, já teve dias de muito maior prestígio mundial. É o que ano a ano vem apontando ranking Kantar BrandZ, um dos mais respeitados estudos sobre as marcas mais valiosas do planeta.
Recém-lançada, a edição de 2026 evidencia que o avanço da inteligência artificial e das plataformas digitais, assim como, não de agora, as empresas de tecnologias dominam o ranking, que aponta crescimento recorde de 22% no valor combinado das 100 maiores marcas globais. Juntas, elas valem nada menos do que US$ 13,1 trilhões.
Dessa centena de nomes, somente dois (!) são de marcas de veículos: Tesla e Toyota. Ainda assim em discretíssimas colocações, respectivamente 23ª e 84ª colocações, e a Tesla valendo US$ 112,1 bilhões, três vezes e meia a tradicionalíssima montyadora japonesas, avaliada por US$ 31,8 bilhões.
Essa comparação favorável de uma empresa que sustenta a imagem de produtos de confiabilidade há decadas com a, digamos, novata fabricante estadunidense de elétricos pode assustar, mas ganha dimensão até modesta frente quando comparada a das marcas líderes do ranking.
Com valorização de 57% sobre o último levantamento, o Google retomou a liderança mundial ao atingir US$ 1,48 trilhão — mais de 13 vezes a Tesla ou 47 vezes a Toyota. A Apple, líder nos últimos quatro anos, ficou em segundo lugar, avaliada em US$ 1,38 trilhão.
Nomes ligados ao luxo, como BMW e Mercedes-Benz, seguem entre os nomes mais valorizados da indústria automobilística, mas com valores muito próximos entre eles, mas bem abaixo de Tesla e até mesmo da Toyota: US$ 21,8 bilhões e US$ 20,6 bilhões, respectivamente.
No setor automotivo, as marcas tradicionais seguem dominando o topo em valor de marca, mas já enfrentam pressão crescente das fabricantes chinesas, focadas especialmente em veículos elétricos.
Ainda fora das top 100, a BYD é uma das que mais têm valorizado em função, avalia a consultoria, pelo domínio tecnológico da eletrificação e expansão internacional da eletrificação e de baterias.
A Kantar entende que as marcas automotivas que pretendem seguir à frente dependerão cada vez mais da velocidade de inovação e ecossistemsas digitais da inteligência artificial embarcada, dentre outros fatores. Na prática, os automóveis do futuro e seus fabricantes valerão mais pelos softwares do que pelo desepmenho de seus motores



