Está longe de ser um salão de automóvel. Mas não há como negar ser uma exposição explícita de tendência. Ou melhor, da realidade em curso. Parte de uma feira gigante de eletroeletrônicos, a Future Mobility (até 25 de junho no Distrito Anhembi, em São Paulo) expõe os muitos jeitos de ir e vir agora.
Murilo Briganti, COO da Bright Consulting foi certeiro: “a mobilidade no Brasil é eclética”. O consultor não falava somente em pedalar ou acelerar, mas também por questão vocacional. “O País tem matriz energética limpa e biocombustíveis sustentáveis, além de o brasileiro começar a ter acesso a veículos elétricos mais baratos. O movimento não é mais impulsionado só pelo regulatório, mas também pelo consumo.”
LEIA MAIS
→Future Mobility, a evolução da Eletrocar Show em junho no Anhembi
→Veja as montadoras confirmadas na Future Mobility 2026
→Farizon destaca as vans elétricas e o pós-venda na Future Mobility
A feira corrobora com o retrato feito pelo executivo, embora não tenha como negar a predominância da eletromobilidade. A Future Mobility abriu portas com mais de 1 mil expositoras e 5 mil marcas espalhadas por 100 mil m², incluindo área destinada à experiência de direção. Abriga um universo de fabricantes, fornecedores, empresas de tecnologia e operadores de infraestrutura que empacotam a transformação em andamento.
A onda que traz novas alternativas de se locomover cresceu ao longo dos últimos anos e surpreendeu pela velocidade. De acordo com estudos da Bright Consulting, o mercado não avança tanto em volume mais evolui com a tecnologia.
“A participação de importados voltou ao patamar de 2010, por volta de 19%, em um mercado menor. Somente as marcas chinesas, hoje, já tem 20% e a projeção é de ter 30% até 2030. Isso em cenário otimista com a reação das montadoras tradicionais.”
Se por um lado a uma avalanche inconteste de novas tecnologias de locomoção, como bem-mostra a Future Mobility, por outro há uma oportunidade para indústria nacional de impactar e renovar toda cadeia. “Quem não tiver um híbrido flex competitivo ou uma parceria com uma chinesa corre o risco de ficar para trás”, antecipa Briganti.
Foto: Divulgação
- Future Mobility escancara a transformação energética - 23 de junho de 2026
- Scania contabiliza perto de R$ 1 bilhão em contratos via Move Brasil 2 - 16 de junho de 2026
- Exportações de veículos acumulam queda de 20% até maio - 12 de junho de 2026


