As aquisições de autopeças chinesas aceleraram no mês passado, com compras da ordem de US$ 523 bilhões, alta de 32% sobre idêntico mês de 2025. No ano, a China já enviou US$ 2,64 bilhões em peças automotivas, expansão de 25% em relação ao primeiro semestre do ano passado (US$ 2,12 bilhões).
Os dados constam do relatório da balança comercial do Sindipeças, que mostra estabilidade no total das importações este ano. As compras em outros países atingiram US$ 11,55 bilhões, apenas 0,7% a mais do que os US$ 11,47 bilhões do primeiro semestre de 2025.
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O aumento das compras na China, justificado pela expansão vertiginosa da venda de carros chineses no Brasil, vem sendo compensado por quedas nas aquisições nos Estados Unidos e Japão, principalmente.
No primeiro caso, houve recuo de 10,8% para US$ 1,06 bilhão, e no segundo (veja tabela abaixo), de 6,5% para US$ 968 milhões.
Enquanto as importações em geral se mantêm estáveis, as exportações estão em queda, gerando, assim, aumento do déficit da balança comercial do setor, que atingiu US$ 7,8 bilhões no semestre, valor 4% superior ao do mesmo período do ano passado (US$ 7,5 bilhões).
Segundo o Sindipeças, o quadro semestral reflete os efeitos da manutenção de tarifas pelo governo americano, antes da imposição das sobretaxas (25%) anunciadas esta semana, e a fraqueza da demanda externa em mercados de destino das autopeças brasileiras.
Em junho, particularmente, observou-se um déficit de US$ 1,44 bilhão, 13% acima do resultado do mesmo mês de 2025 (US$ 1,27 bilhão):
“Enquanto as vendas externas cresceram 3,1%, para US$ 712,3 milhões, as importações avançaram 9,5%, para US$ 2,2 bilhões, ritmo de expansão mais de três vezes superior”, destaca a entidade que representa a indústria brasileira de autopeças.
Com relação ao acumulado do ano, as vendas para a Argentina recuaram 22,7% no ano, baixando para US$ 1,2 bilhão. Também houve queda as exportações para os Estados Unidos, de 10,4% (US$ 566,4 bilhões este ano, enquanto os negócios com o Mẽxico evoluíram 14,9%, para US% 403,9 bilhões).

Imagem IA
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