Enquanto as compras de autopeças chinesas seguem em expansão, com alta de 25% no ano, as vendas da indústria brasileira para a Argentina e Estados Unidos não param de cair. No acumulado do semestre, as quedas são, respectivamente, de 22,7% e 10,4%.

As vendas de autopeças brasileiras para o país vizinho atingiram US$ 1,2 bilhão este ano, ante total de US$ 1,56 bilhão no mesmo período de 2025 (veja tabela abaixo). Para o mercado estadunidense, as exportações recuaram de US$ 632,3 milhões para US$ 566,5 milhões.

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Essas quedas foram compensadas parcialmente pelo aumento das vendas de componentes automotivos brasileiros para o México – US$ 403,9 bilhões no semestre, aumento de 14,9% – e para a Colômbia, com US$ 143,42 bilhões, expansão de 36,6%.

No total, o Brasil exportou US$ 3,8 bilhões no semestre, queda de 5,5% no comparativo interanual. Como avalia o Sindipeças em seu relatório mensal da balança comercial, a Argentina segue como principal vetor dessa fraqueza:

“Responsável por cerca de 30% das vendas externas de autopeças do Brasil, o país reduziu suas compras em 22,7% no semestre, movimento consistente com a retração de 19,3% na produção, reflexo de fatores como a abertura comercial e a valorização cambial promovidas pelo atual governo argentino, as quais têm elevado a exposição da indústria local à concorrência externa”.

A América do Sul, segundo a entidade, concentra metade das exportações brasileiras de autopeças, o que torna o desempenho da região determinante para o resultado agregado do setor.

No acumulado do ano, as vendas para a região recuaram 9,1%, movimento explicado majoritariamente pelo peso da Argentina, já que outros mercados têm apresentado bons resultados: as exportações para o Peru cresceram 87,5%, para a Colômbia 36,6% e para o Paraguai 23,9%.

Com exportações em alta e importações estáveis, o déficit comercial das autopeças teve alta de 4% no primeiro semestre deste ano, atingindo US$  7.,75 bilhões, ante total de US$ 7,43 bilhões do ano passado.



Imagem IA

Alzira Rodrigues
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