Dirigentes da Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, encontram-se nesta quinta-feira com o vice-presidente da República e titular do MDCI, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para debater o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo a entidade, o mercado estadunidense respondeu por 35% dos embarques do setor para o exterior no primeiro semestre deste ano – 1,9 milhão de unidades de total de 5,5 milhões. Por isso, a tarifa de 50% recém-anunciada traz grande preocupação para o setor.
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“Os volumes de exportações equivalem à produção de uma fábrica de médio porte”, informa Rodrigo Navarro, presidente da Anip, defendendo a necessidade de um diálogo construtivo e uma negociação técnica, com propostas concretas, para tratar a medida.
No ano passado, de 9,5 milhões de pneus importados, o equivalente a 20% da produção nacional, 2,6 milhões, ou 33,2%, foram destinados aos Estados Unidos.
A Anip já esteve reunida com os governadores de São Paulo e da Bahia, “para contribuir e apoiar nas negociações e ações em curso”, conforme informações da entidade. Por concentrar 49,4% da produção destinada ao mercado externo, São Paulo é um dos estados mais afetados pela medida tarifária do governo Trump.
“Vamos procurar todos os interlocutores-chave envolvidos nesse tema para fortalecer as iniciativas de diálogo com o governo estadunidense”, diz Navarro, revelando que a entidade está atuando em três eixos: acesso a mercado, meio ambiente e conformidade técnica.
A indústria de pneus no Brasil conta com 11 fabricantes e 21 plantas industriais, localizadas em sete estados do país. O setor gera 32 mil empregos diretos e mais de 500 mil indiretos.
Foto: Divulgação/Goodyear


