Comemorada pela Anfavea, a decisão da Camex do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, Camex, de rejeitar pleito da BYD de redução para 10% da alíquota de importação para unidades CKD e SKD pelo prazo de três anos, foi vista com “bons olhos” pela também chinesa GWM, que terá operações em Iracemápolis, SP, a partir deste segundo semestre de 2025.
Ainda na quarta-feira, 30, quando foi divulgada a decisão do governo federal, a montadora emitiu nota assinada pelo seu diretor de Assuntos Institucionais, Ricardo Bastos, garantindo que o anúncio da Camex não afeta a GWM Brasil porque o seu planejamento sempre foi no sentido de intensificar a produção local já no início da operação da fábrica de Iracemápolis, previsto para o mês de agosto.
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“A nossa produção será no sistema peça por peça, um processo mais complexo, que prevê conteúdo nacional logo no primeiro ano, como a pintura para 100% dos veículos produzidos no Brasil e a inclusão de componentes vindos de fornecedores nacionais”, comentou o executivo.
E complementou dizendo apoiar a manutenção do cronograma de aumento das alíquotas de imposto de importação para veículos acabados:
“É uma medida importante para manter a estabilidade de regras e a previsibilidade no setor. No geral, a GWM vê com bons olhos a medida do governo, que visa estimular a produção local de novas tecnologias, como é o caso dos veículos eletrificados”.
Apesar de não ter aprovado o II menor para importação de eletrificados desmontadoras e semi-desmontados, a Camex anunciou cota com isenção desse alíquota para unidades do gênero pelo prazo de seis meses, até o começo de 2026. A cota chega a US$ 463 milhões, o equivalente a cerca de R$ 2,6 bilhões.
Além disso, antecipou em 1 ano e meio a vigência da tarifa de 35% para veículos eletrificados, que passa a vigorar em janeiro de 2027 e não mais em julho de 2028.
A BYD ainda não se pronunciou sobre a decisão, mas a empresa havia manifestado confiança quanto à concessão de incentivos (leia-se aliquota reduzida pra 10%) para trazer de fora unidades CKD e SKD por um prazo bem maior do que os seis meses da cota.
Foto: Divulgação/GWM
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