Uma das três maiores fabricantes de implementos rodoviários do País, a Librelato quer não só consolidar essa condição, como aumentar ainda mais sua participação de mercado. Nesse sentido, um movimento importante e há muito almjejado acaba de ser concretizado.

Nesta quarta-feira, 20, a empresa inaugurou o Librelato Center SP, às margens da Rodovia Dutra, em Guarulhos, SP, estrutura que responderá por montagens de implementos em regime CKD, ou seja, a partir de peças e componentes enviados de outras plantas do grupo fundado há 55 anos em Santa Catarina.

Na prática, trata-se da sexta unidade dedicada à produção e a primeira estabelecida no Estado de São Paulo, região-chave e hub do transporte de carga, o que a faz vital para os negócios de implementos.

Ter uma planta na região da Grande São Paulo, em particular, era antiga ambição do conglomerado que constituiu ecossistema completo para o segmento e que envolve empresas próprias de componentes e serviços, inclusive financeiros.

A decisão de tirara o sonho do papel, entretanto, foi tomada somente no ano passado e resultou em um complexo que abriga também mais uma loja de componentes da rede Libreparts, que já conta com 31 unidades e 8 boxes distribuídos pelo País.

O processo produtivo a partir de kits reduziu o tempo de implementação do projeto e permite usufruir sinergias as outras plantas do grupo, todas catarinenses.

Ainda assim, apenas para a primeira etapa, que implica na locação de prédio de 2 mil m² em terreno de 27 mil m², foram investidos cerca de R$ 10 milhões, parcela modesta dos R$ 405 milhões do atual ciclo de investimentos do grupo anunciado no ano passado.

É possível, portanto, imaginar que devem vir mais novidades por aí. Até porque a nova planta inicia as atividades em apenas um turno de trabalho com 50 funcionários contratados na região, mas treinados em Santa Catarina, e capacidade produtiva instalada de 2 mil implementos por ano.

Serão montados inicialmente no Center SP  furgão alumínio, furgão lonado, carga seca, granaleiro e porta-contêiner. Mas Rodrigo Corso, Diretor de Manufatura, admite que a empresa já estuda ampliar o portifólio.

E para o segmento de leves. As chamadas carrocerias sobre chassi têm grande aplicação na distribuição urbana e, naturalmente, nas próximidades da nova plantga e também em cidades do interior de São Paulo e de todo o Sudeste.

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Com o Center SP, a capacidadec produtiva nacional da Librelato chega a 70 implementos por dia e passará a 75 já em 2026, 50% mais do que detinha em 2020. A ideia, revela Corso, é montar 9 mil unidades este ano e 10 mil no próximo.

Simone Martins, CEO da Librelato, não esconde o otimismo com a investida paulista que aproxima a fabricante a uma maior parcela de clientes:

“Representa um marco histórico. Deixamos de ter cinco plantas fabris concentradas em Santa Catarina e fortalecemos a descentralização da produção, aumentando nossa capacidade de entrega e reduzindo os prazos de atendimento”.João Librelato

Diretor Comercial e de Marketing, João Vitor Librelato calcula que, com a nova base de produção, já no terceiro ano de operação a participação de mercado da marca no Estado de São Paulo se iguale à média nacional, hoje em torno de 15%.

No primeiro ano de operação, calcula o executivo, a planta paulista pode assegurar a negociação de 850 produtos. No ano passado, a Librelato alcançou 12 mil implementos produzidos, emplacamentos em 41% das cidades brasileiras e carteira de clientes que esbarrou em 3,3 mil empresas.

“Projetamos esta planta para oferecer uma experiência completa ao cliente, desde a escolha do implemento até o suporte pós-venda”, enfatiza Librelato, que calcula que o mercado de implementos pesados deve chegar a cerca de 71 mil produtos em 2025.

O número está bem abaixo dos 88 mil implementos pesados consumidos em 2024. “Mas é uma visão realista. A mais otimista sugere 74 mil e a mais pessimista, 69 mil unidades”, afirma  Librelato, que, até para contornar parte do recuo do mercado interno, tem trabalhado também para aumentar as exportações e agregar novos mercados, como a Argentina, onde espera negociar 130 equipamentos ainda este ano.


Foto: Divulgação/ AutoIndústria

 

George Guimarães
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