Por Alzira Rodrigues

Novo Tiguan será importado do México

Ciente de ter cometido um erro ao deixar de investir no segmento de SUVs, a Volkswagen tentará recuperar o tempo perdido no mercado brasileiro com o lançamento de cinco modelos do gênero nos próximos três anos, dos quais dois chegam já em 2018.

O primeiro será o novo Tiguan importado do México, ainda neste semestre, e o segundo o T-Cross, que será produzido no Paraná e apresentado no Salão Internacional do Automóvel, que acontece em novembro na capital paulista.

Na avaliação do presidente e CEO da Volkswagen do Brasil e da Região SAM, Pablo Di Si, o segmento de SUVs – que hoje responde por 20% do mercado brasileiro – terá participação entre 25% e 30% até 2020. “Vai ser o principal segmento por aqui”, comentou o executivo, apostando inclusive que os utilitários esportivos venderão mais do que os hatchs, que hoje dominam as vendas por aqui.

Ao participar do lançamento do Virtus na noite de segunda-feira, 22, Di Si mostrou-se otimista em relação ao crescimento do mercado brasileiro. Ante os 10% de alta que estimava no final do ano passado, já vê possibilidade de 15% de expansão. Ele lembrou que o balanço parcial de janeiro indica crescimento de 22% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado.

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O novo Tiguan é um SUV com três fileiras e capacidade para sete passageiros, que chega para concorrer na faixa de produtos mais caros do segmento. Já o T-Cross é um SUV médio, da mesma faixa do Jeep Renegade. Um dos cinco SUVs que a marca lançará por aqui até 2020 será produzido na Argentina, mas Di Si não quis adiantar detalhes do modelo. Para o segmento de hatchs, ele comentou que novidades agora só em 2019.

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A Volkswagen iniciou processo de renovação de toda a sua linha em novembro, com o lançamento do Polo, e está confiante em retomar a vice-liderança do mercado ainda este ano para, na sequência, brigar pela primeira posição no ranking das marcas mais vendidas por aqui.

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Com a produção do Polo e do Virtus em São Bernardo do Campo, SP, a fábrica da Anchieta já opera em três turnos, sem ociosidade. Já a fábrica de Curitiba ainda trabalha em um turno e tem 600 funcionários em lay-off, o que pode mudar no segundo semestre quando for iniciada a produção do T-Cross. A fábrica de São Carlos, SP, onde é feito o up!, além de outros modelos, está no meio do caminho. “Lá estamos operando em dois turnos”.

Elétricos – Di Si também comentou sobre veículos elétricos e híbridos, garantindo que no próximo ano lançará no Brasil o Golf nessas duas versões. “No Brasil temos o etanol, um combustível ecologicamente correto, mas não podemos ficar de fora da eletrificação. Por isso traremos o Golf nas versões elétrica e híbrida para sentir o mercado”.

Di Si não descarta que um dia possa a pensar na produção local desse tipo de produto, mas garante que por enquanto não há estudos nesse sentido.


Fotos: Divulgação/VW