Por Décio Costa, de Itupeva, SP | decio@autoindustria.com.br

A Caoa Chery, nova marca e fabricante de veículos fruto da parceria das empresas brasileira e chinesa, lançou sua primeira oferta ao mercado brasileiro. O Tiggo 2, SUV desenvolvido pela companhia chinesa e produzido na fábrica de Jacareí (SP), desembarca no mercado como marco inicial de ambicioso projeto de atuação no País.

A começar pelo preço, o modelo chega para incomodar os rivais da categoria de utilitários esportivos. Oferecido a partir de duas versões, a Look, por R$ 59.990, e a ACT, por R$ 66.490, que se apresentam com pacote de equipamentos nada desprezível, o modelo incorpora um novo patamar de acabamento se comparado aos produtos anteriores da marca.

O Tiggo 2 representam, assim, o início de uma trajetória da nova companhia. Segundo Marcio Alfonso, presidente da Caoa Chery, a empresa espera ter dentro de cinco anos 5% do mercado brasileiro de automóveis. “Essa é uma etapa inicial, até o fim deste ano outros três novos modelos serão lançados, como também abriremos mais trinta pontos de vendas, chegando a 55 lojas.”

No planejamento para os próximos três anos, Alfonso revela ambicionar encerrar 2018 com 0,6%, ter 1% ao fim de 2019 e 2% no ano seguinte. “A projeção é conservadora”, acredita, “mas realista para quando o mercado alcançar volume de vendas na casa de 3 milhões de unidades”, resume o presidente da companhia.

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De acordo com Alfonso, a pretensão da empresa é vender até o fim do ano 15 mil unidades de veículos Chery, dos quais entre 8 mil e 8,5 mil somente do Tiggo 2.

A se ver pela novidade apresentada, a aposta não está distante da ambição da empresa. O Tiggo 2, além do preço agressivo, que “democratiza a oferta de SUV”, conforme avalia Alfonso, será capaz de chamar atenção.

Embora o lançamento já estivesse planejado antes da concretização da parceria entre a Caoa Chery, o presidente da marca admite que a recém-criada empresa fez seus ajustes, especialmente na composição do pacote de equipamentos e na atenção ao acabamento.

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Apesar de mostrar sobriedade no visual externo e no ambiente interno, sem pecar por exageros, o modelo entrega um padrão de acabamento competente ao combinar couro sintético e tecido nos revestimentos, peças plásticas bem-encaixadas sem deixar vãos excessivos e pacote de recursos que não deve nada às ofertas já existentes em suas faixas de preços.

Desde a versão mais em conta, o consumidor leva para casa um carro completo, como ajustes elétricos de retrovisores e faróis, computador de bordo, rodas de liga de leve e monitoramento da pressão do pneu. Na opção acima, o pacote adiciona volante multifuncional, teto solar elétrico, assiste de rampa, central multimídia, assistente de saída em rampa e câmera de ré.

O conjunto mecânico também não decepciona. Traz motor flex 1.5 de 115 cv se abastecido com etanol associado a câmbio manual de cinco de marchas. A opção de transmissão automática, garante a empresa, chega até o fim deste primeiro semestre.

Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente do Conselho da Caoa, nas raras vezes em que aparece, reforça a estratégia de ter o Tiggo 2 como ponta de lança para um projeto bem mais ambicioso. “Vamos investir o que for necessário para realizar um sonho, de fazer da Caoa Chery uma montadora 100% nacional.”

A nova marca já se pode considerar gigante ao nascer com fábricas prontas, em Anápolis (GO) e Jacareí, e experiência indiscutível na área comercial, por parte da Caoa, e suporte de engenharia global, vindo da Chery.

“A Caoa Chery cria um novo capítulo na história da indústria nacional e nasce com grandes ambições”, revela Mauro Correa, CEO do grupo Caoa. “É um projeto que une dois países gigantescos, além de competência tecnologia e excelência em serviços e atendimento.”


Fotos: Caoa Chery/Divulgação