As vendas globais de automóveis Mercedes-Benz no acumulado de janeiro a agosto somaram pouco mais de 1,5 milhão de unidades, alta 1,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a fabricante, a empresa jamais havia alcançado o volume apurado nos oito primeiros meses do ano.

Apesar do recorde, as entregas do mês agosto isoladas representaram um declínio de 8,5%, de 155,9 mil carros vendidos contra 142,6 mil negociados em agosto de 2017. De acordo com o relatório da fabricante, trata-se do trigésimo mês consecutivo com vendas globais acima das 150 mil unidades.

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O resultado recorde foi impulsionado principalmente pelo desempenho da marca na região Ásia-Pacífico, onde suas vendas cresceram 9,8% no acumulado do ano, para 639,1 mil unidades ante 576,5 mil anotadas um ano antes. O maior mercado local, a China, absorveu no período 446 mil unidades, em alta de 13,9%.

Na Europa, o desempenho da empresa 4% nos oito primeiros meses do ano, com 597,3 mil automóveis negociados. Em seu mercado nativo, a Alemanha, também as vendas recuaram. No acumulado do ano, os 195,1 mil carros vendidos foram 4,2% menor na comparação com o resultado de um ano atrás.

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Segundo a empresa, especialmente em agosto, as vendas foram impactadas de maneira negativa em virtude da disponibilidade de veículos, incluindo mudanças em modelos e atrasos nos licenciamentos em alguns mercados.

Na região do Nafta, a empresa também colheu mais resultados negativos. As vendas de janeiro a agosto registram queda de 5,5%, com 240,6 mil unidades. Somente os Estados Unidos ficaram com 199,2 mil do volume total, em queda de 6,6%.

A empresa destaca ainda o bom desempenho dos modelos utilitários esportivos da marca, especialmente os médios da linha GLC. Nos oito primeiros meses do ano, os mercados onde a Mercedes-Benz atua foram licenciados 541,1 SUVs, expansão de 5,4% em relação ao volume de um ano atrás.


Foto: Mercedes-Benz/Divulgação