Adiós!, dirão os funcionários da fábrica da Volkswagen de Puebla, no México, em algum dia de julho de 2019. Não porque sairão de férias ou coisa assemelhada, mas porque naquele mês eles se despedirão do New Beetle.

A terceira geração do mais famoso modelo da Volkswagen sairá de linha, admitiu a montadora. Mas, desta vez, parece que com alguma eperança de retorno, ainda que em formato e com propósito totalmente diversos. Herbert Diess, CEO da Volkswagen, não descartou ressuscitá-lo mais uma vez como um elétrico.

Hinrich Woebcken, responsável pela empresa nas Américas,  entretanto, se não desautozirou o chefe, jogou um pouco de água fria na fervura.  O executivo assegurou que, de qualquer forma, não há planos imediatos. A estratégia para o mercado norte-americano, afirmou Woebcken, é oferecer carros mais voltados para a família, ou seja, nada a ver com o conceito do tão cultuado besouro.

É preciso lembrar que o próprio New Beetle foi criado no fim dos anos 90 como um resgate do lendário modelo nascido das pranchetas e desenhos de Ferdinand Porsche na década de 30 como o “Carro do Povo”.

O New Beetle será aposentado após ter cerca de 500 mil unidades vendidas em todo o mundo desde seu lançamento em 1998. Antes disso, porém, ganhará as versões especiais Final Edition SE e Final Edition SEL.

Puebla é a única fábrica da montadora a produzir o New Beetle, mas paulatinamente a Volkswagen vem reduzindo sua distribuição mundo afora. A montadora, na verdade, tem se rendido à demanda e evolução dos utilitários esportivos.

Grupo em alta – Se as vendas do New Beetle tem encolhido também por conta da desaceleração da oferta na Europa e em outros mercado, o Grupo Volkswagen não tem do que reclamar de seu desempenho como um todo. De janeiro a agosto, as oito marcas de automóveis e caminhões da empresa somaram mais de 7,3 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, 7,5% a mais do que em igual período do ano passado. Só em agosto foram 875 mil.

A empresa credita o bom resultado sobretudo ao mercado europeu, onde vendeu 3,1 milhões de unidades no período, 9,9% a mais na comparação anual, e ao chinês, que absorveu outros 2,6 milhões de veículos das diversas marcas do conglomerado, crescimento de 6,7%.  As vendas na América do Norte, ao contário, recuaram 0,2% no ano, para 631 mil unidades, muito em decorrência do mercado mexicano.

Se em números absolutos o desempenho da América do Sul tem peso muito menor do que os da Europa e China, proporcionalmente é a região de crescimento mais expressivo. Nos oito primeiros meses do ano, as vendas regionais cresceram 13,3% e superaram 387 mil veículos. Só o Brasil respondeu por 249 mil unidades, 26% a mais.


Foto: Divulgação/Volkswagen