O presidente da Renault para a América Latina, Luiz Fernando Pedrucci, aproveitou o evento de comemoração de 20 anos de produção no Brasil para comentar sobre a Aliança Renault, Nissan Mitsubishi, “uma pérola, uma jóia”, segundo palavras suas, que segue funcionando normalmente. “Até 2022, 80% das nossas plataformas serão comuns”, garantiu o executivo.

Sem citar nomes, Pedrucci comentou sobre o atual momento vivido pela Aliança, que teve o seu principal executivo, Carlos Ghosn, preso no dia 19 de novembro no Japão após ser acusado de supostas violações financeiras.

“2018 é o melhor ano da história dessa sinergia e a Aliança está a todo vapor”, garantiu o executivo em entrevista que concedeu nesta terça-feira, 4, antes do evento realizado na fábrica de São José dos Pinhais, PR, para comemorar as duas décadas da inauguração do local.

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Antes mesmo de ser questionado sobre o assunto, Pedrucci adiantou-se para destacar a importância da Aliança para as três marcas envolvidas e o fato dela representar hoje “o maior fabricante de automóveis do mundo, com 10,6 milhões de unidades comercializadas em 2017”.

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Segundo o presidente da Renault para a América Latina, o Brasil é um país exemplo de trabalho e de sucesso da Aliança. “Foi aqui no Paraná (São José dos Pinhais) a primeira fábrica conjunta Renault-Nissan”, lembrou. “E apesar de a Nissan ter hoje fábrica no Rio de Janeiro, continuamos compartilhando compras de peças e engenharia”.

Pedrucci ressaltou ainda que a Aliança é fruto do trabalho de 20 anos de muitas pessoas, com três empresas diferentes trabalhando juntas com foco na performance.

Seu objetivo é ter veículos e escala para enfrentar o que vem pela frente. Como costumo dizer, nos próximos dez anos o automóvel vai mudar mais do que mudou nos últimos 50. A Aliança permite diluir os investimentos e estamos funcionando normalmente. Cada empresa tem o seu CEO e ações separadas nas bolsas de valores”.

Com relação ao Brasil, o executivo comentou que ainda não há definições sobre ações conjuntas da Renault e Nissan com a Mitsubishi. “A entrada da Mitsubishi é recente e ainda não temos previsão de quando e como será a sinergia por aqui. Antes precisam ser tomadas decisões globais sobre produtos e compras”.


Foto: Divulgação/Renault