Apenas dois meses depois de assumir o comando global do Grupo Renault, Luca de Meo começa a encaminhar mudanças organizacionais importantes. Nesta quinta-feira, 3, o conglomerado francês revelou que a partir de agora as atividades de suas marcas estarão concentradas em quatro unidades de negócio principais: Renault, Dacia, Alpine e Novas Mobilidades.

Segundo nota oficial do grupo, a nova estrutura, ainda em desenvolvimento, “visa criar uma organização mais simples e mais orientada para os resultados, paralelamente ao fortalecimento da coesão, motivação e sentimento de pertencimento das equipes, que serão reagrupadas por marcas”.

“A empresa precisa mudar seu ‘modo de jogo’ e passar da busca pelos volumes à busca pelo valor e a lucratividade. A [nova] organização e grandes funções transversais permitirão trabalhar de forma mais simples, mais orientada para os mercados e os clientes”, declarou De Meo.

O próprio CEO será responsável pela unidade de negógios Renault. Denis Le Vot, vice-presidente executivo de regiões, vendas e marketing do grupo, responderá pela Dacia, enquanto Cyril Abiteboul, diretor geral da Renault Sport Racing, pela Alpine. Clotilde Delbos, CEO adjunta da Renault e CFO do grupo, cuidará da divisão Novas Mobilidades.

A empresa afirma que todo o projeto de reorganização das atividades será compartilhado com os sindicatos assim que estiver concluído.

O  Grupo Renault registrou prejuízo global de € 7,39 bilhões no primeiro semestre de 2020. O faturamento foi de € 18,4 bilhões, 4,3% menor do que em igual período do ano passado. Só a divisão automotiva —  e desconsiderados os números da russa Avtovaz, fabricante dos modelos da Lada —, chegou a € 15,7 bilhões, recuo de 36,6%.

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Incluindo suas várias marcas, o Grupo Renault negociou 1,26 milhão de veículos no primeiro semestre de 2020, 34,9% abaixo do volume registrado nos primeiros seis meses do ano anterior. Estão considerados aí automóveis e comerciais leves das marcas Renault, Dacia, Renault Samsung, Alpine e Lada.

A empresa encerrou 2019 com prejuízo, o que não ocorria há uma década. Foram registradas perdas de € 141 milhões ante € 3,3 bilhões de lucro em 2018 e vendas de 3,8 milhões de veículos, 3,4% menores.


Foto: Divulgação