Mercado

Mercado de seminovos recua 10,2% até agosto

A retração na demanda por veículos com até 3 anos de uso é compensada pela procura por modelos mais velhos

Apesar de ter mantido em agosto desempenho similar ao de julho, com 167,7 mil unidades comercializadas ante as 167,1 mil do mês anterior, o mercado de veículos seminovos registrou queda de 8,4% no comparativo com mesmo mês de 2018 e acumula resultado negativo de 10,2% no acumulado do ano.

A demanda pelos modelos com até 3 anos de usado atingiu 1,53 milhão de unidades de janeiro a agosto, número que no mesmo período de 2018 chegou a 1,71 milhão.do gênero.

Também apresenta queda, só que menor, o mercado de modelos com 4 a 8 anos de uso. No comparativo do acumulado anual, as vendas nesse segmento recuaram 0,5%, de 3,78 milhões para 3,77 milhões. Já o mercado dos chamados usados maduros, com 9 a 12 anos de uso, cresceram 11,7% no mesmo comparativo, para 1,94 milhão de unidades.

Os dados foram divulgados pela Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, que consolida todos os segmento automotivo, incluindo veículos leves, pesados e motocicletas. No cômputo geral, foram vendidos 9.491.190 veículos nos primeiros oito meses deste ano contra os 9.387.122 do mesmo período de 2018. A queda é de 1,1%, índice um pouco inferior ao registrado no acumulado até julho, que era de 2,2%.

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A Fenauto admite que por enquanto são bem tímidos os números do setor de usados. Considerando todos os modelos e tempo de uso, as vendas em agosto atingiram 1.306.881 veículos, o que representou recuo de 2% sobre julho e de 5,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Diante do atual quadro, o presidente da entidade, Ilídio dos Santos, continua mantendo o tom de cautela, mas com um otimismo moderado quanto aos resultados a serem alcançados em 2019.

“A tão desejada recuperação da economia ainda está sendo influenciada pelas incertezas sobre o futuro próximo. Por isso continuamos atentos à variação dos níveis de confiança do consumidor e de outros índices da economia como um todo que são fundamentais para a recuperação do nosso mercado”.


Foto: Pixabay

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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