A venda de carros importados pelas associadas da Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, seguem em queda este ano. Suas vendas em setembro limitaram-se a 2.846 unidades, o que representou decréscimo de 6,1% em relação a agosto (3.031 emplacamentos) e de 2,3% no comparativo com o mesmo mês do ano passado (2.913 unidades).

De acordo com a entidade, o desempenho negativo de setembro comprometeu ainda mais o resultado do ano. Agora o setor acumula retração de 9,8%, com 25.045 licenciamentos no acumulado dos primeiros nove meses do ano, ante os 27.762 de idêntico período de 2018.

Diante desse cenário, a Abeifa revisou novamente sua estimativa de vendas para o ano. Inicialmente projetava a comercialização de 50 mil importados ao longo deste ano e em julho já havia baixado a meta para 40 mil, o que ainda representaria crescimento sobre o ano passado, quando o segmento emplacou 37,5 mil veículos.

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Agora, em função do resultado obtido até o momento, projeta queda para o ano, algo em torno de 35 mil unidades. O presidente da Abeifa, Losé Luiz Gandini, admitiu no mês passado, durante o lançamento do novo Cerato 2.0, que o número pode ser ainda menor, próximo a 30 mil.

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No segmento de importados, das cinco marcas associadas à Abeifa com maior volume de vendas apenas a BMW e a Jac Motors registraram crescimento em setembro sobre agosto. A primeira emplacou 461 unidades, com alta de 22%, e a Jac comercializou 203 automóveis, expansão de 5,7%.

A Kia, que é líder em venda de importados entre as filiadas da entidade, licenciou 660 unidades, com queda de 19,8%, enquanto a Volvo atingiu 595 emplacamentos, redução de 11,7%. Também a Land Rover, teve redução de volume da ordem de 41,4%.

Em compensação, as quatro montadoras associadas à entidade que produzem veículos localmente – BMW, Caoa Chery, Land Rover e Suzuki – mantêm taxa de crescimento de 38,8% no acumulado do ano, com 22.887 unidades comercializadas, ante as 16.486 do mesmo período do ano passado.

Por marcas, a Caoa Chery, com 1.739 unidades licenciadas em setembro, registrou alta de 1,7% ante agosto de 2019; a BMW, com 822 unidades, cresceu 16,8%; a Land Rover, com 235, expansão de 25%; e a Suzuki, com 148 unidades licenciadas, queda de 8,1%.

Somados os emplacamentos de unidades importadas e produzidas localmente, o ranking das cinco marcas, por volumes, aponta a Caoa Chery em primeiro lugar com 1.849 unidades (1.739 nacionais + 110 importados), seguida, da BMW com 1.283 (822 nacionais + 461 importados), Kia Motors com 660 veículos (só importados),  Volvo com 595 unidades (só importados) e Land Rover com 487 (235 nacionais e 252 importados).


Foto: Divulgação/Jaguar Land Rover