Além das ações já implementadas na área trabalhista por causa do Covid-19, como adoção do banco de horas e férias coletivas, a General Motors está discutindo outras medidas com os sindicatos, que incluem lay-off e redução de jornada, ambas com redução de salários. A empresa também adotou planos de contenção de custos e decidiu adiar investimentos por conta “deste momento de crise sem precedentes que o Brasil e o mundo enfrentam”, conforme nota divulgada nesta segunda-feira, 30.

No texto, a montadora destaca que as medidas visam proteger a saúde dos colaboradores em meio à pandemia de Covid-19, ao mesmo tempo em que busca alternativas para garantir o futuro do negócio: “Importante ressaltar que  são ações emergenciais e temporárias, tendo como objetivo a preservação dos empregos, contribuindo com os esforços do governo federal e governos estaduais e municipais. Continuaremos a acompanhar a evolução do cenário e estaremos prontos para retomar as atividades assim que for possível”, destaca a nota.

Antes da GM divulgar nota sobre as novas ações decorrentes do novo coronavírus, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, SP, já havia informado que a empresa estava propondo aos cerca de 3,8 mil funcionários de sua fábrica local a adoção de lay-off com redução de salários.

A medida foi apresentada nesta segunda-feira, 30, via teleconferência, ao sindicato dos metalúrgicos e será retransmitida ainda esta tarde aos trabalhadores pela página da entidade no Facebook, ao vivo.

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Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, que já se manifestou contrário, a montadora quer reduzir os salários em até 25%, de acordo com a faixa recebida pelo trabalhador. O sistema começaria a vigorar no dia 14 de abril e duraria quatro meses. Uma nova reunião está agendada para a próxima segunda-feira.

“A General Motors não precisa reduzir salários. É a primeira em produção de automóveis no País. Os trabalhadores têm o direito de permanecer em casa e receber o salário na íntegra”, afirma Renato Almeida, vice-presidente do sindicato, que lembra que durante o lay-off parte dos salários seria paga com recursos do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador, e o restante pela empresa.

A GM apresentou a proposta de lay-off  no mesmo dia em que os funcionários de suas fábricas no Brasil  iniciam férias coletivas como medida para impedir a proliferação do coronavírus.

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Foto: Divulgação/GM