AOica, Organização Internacional de Construtores de Automóveis, que reúne associações de montadoras de 37 países, emitiu nota nesta terça-feira, 7, na qual afirma que a pandemia da Covid-19 pode representar um desafio sem precedentes nos mais de 130 anos do setor.

Esta poderá ser a pior crise que já impactou a indústria automobilística na história”, enfatizou no texto Fu Binfeng, presidente da Oica.

A produção mundial de veículos cresceu por uma década ininterrupta até 2018. No ano passado, porém, foram fabricados 91,8 milhões de unidades, queda de 5% com relação ao ano anterior.

As expectativas para este ano, antes da paralisação das vendas e das fábricas nos principais polos produtores de veículos, já não eram das mais otimistas. Esperava-se pequeno declínio de 2% a 3% ou, no máximo, a repetição dos volumes de 2019. Nas últimas semanas, porém, consultorias globais refizeram cálculos e indicaram queda do mercado global da ordem de até 15%.

As fábricas chinesas, responsáveis por cerca de um terço da produção global de veículos, começaram a interromper as atividades já em janeiro. A epidemia no país asiático também forçou a paralisação da indústria local de componentes, o que impactou o ritmo de algumas linhas de montagem de outros países já no mês seguinte.

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O quadro ficou ainda mais crítico em março, com a paralisação total das fábricas europeias e também as norte-americanas.  Se lentamente as operações chinesas começam a ser retomadas a partir desta semana, nestes outros dois grandes polos mundiais as montadoras têm prorrogado o período de recesso.

“A preocupação dos fabricantes com a saúde dos  funcionários fez com que medidas sanitárias drásticas fossem tomadas, levando a grande redução da produção e até a paralisação de fábricas, mesmo em locais onde as autoridades  não recomendaram ou  decretaram essa obrigatoriedade”, lembrou Binfeng, membro também da  Caam, associação das montadoras chinesas.

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Foto: Divulgação